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11 de março de 2019, 08h37

Olavo de Carvalho celebra vitória sobre militares: “analistas do fim do olavismo federal erraram em mil por cento”

Pelo Twitter, guru do clã Bolsonaro disse que o "gostosão", referindo ao coronel Ricardo Roquetti, saiu "exoneradíssimo". Segundo Olavo, o militar estaria "perseguindo e boicotando" seus discípulos que foram nomeados na pasta

O astrólogo Olavo de Carvalho, guru do clã Bolsonaro (Reprodução/ Arquivo)
Pelo Twitter, o guru ideológico do governo, Olavo de Carvalho, comemorou na noite deste domingo (10) o pedido de exoneração do coronel Ricardo Roquetti, secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC), feito por Jair Bolsonaro (PSL) ao ministro Ricardo Vélez-Rodriguez. A decisão marca a vitória do grupo de Olavo – os olavettes – sobre o braço militar na pasta. “Os primorosos analistas do fim do olavismo federal erraram em mil por cento das suas idéias de jerico”, tuitou o astrólogo, após dizer que o “gostosão”, referindo ao coronel Roquetti, saiu “exoneradíssimo”. Leia também: Pivô da guerra no MEC entre olavetes e...

Pelo Twitter, o guru ideológico do governo, Olavo de Carvalho, comemorou na noite deste domingo (10) o pedido de exoneração do coronel Ricardo Roquetti, secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC), feito por Jair Bolsonaro (PSL) ao ministro Ricardo Vélez-Rodriguez. A decisão marca a vitória do grupo de Olavo – os olavettes – sobre o braço militar na pasta.

“Os primorosos analistas do fim do olavismo federal erraram em mil por cento das suas idéias de jerico”, tuitou o astrólogo, após dizer que o “gostosão”, referindo ao coronel Roquetti, saiu “exoneradíssimo”.

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Segundo Olavo, o militar estaria “perseguindo e boicotando” seus discípulos que foram nomeados na pasta.

“Com exceção de um só, que pediu dispensa por motivos pessoais, nenhum olavette saiu do MEC. Quem saiu, exoneradíssimo, foi o gostosão que os estava perseguindo e boicotando. Ele e sua turminha de paulorrobertodealmeidettes”, tuitou, referindo-se à demissão do diplomata Paulo Roberto de Almeida do comando do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais.

A exoneração de Almeida, desafeto de Olavo no Itamaraty, do cargo de Diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais da Fundação Alexandre de Gusmão – FUNAG foi publicada na edição desta segunda-feira (11) do Diário Oficial da União (DOU), assinada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

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O DOU, no entanto, não faz referência ao coronel Ricardo Roquetti, embora o próprio militar já tenha declarado que estáfora da pasta.

A guerra no MEC
Ex-aluno do astrólogo e guru ideológico do governo, Roquetti foi criticado por Olavo neste sábado (9), que disse ter se arrependido de tê-lo apresentado à deputada federal Bia Kicis (PSL/DF), que articulou a nomeação para a pasta comandada por Ricardo Vélez-Rodriguez.

Após tentativas de Roquetti de barrar projetos de discípulos do astrólogo na pasta – como a “Lava Jato da Educação” -, Olavo se revoltou e pediu que os pupilos deixassem os cargos.

Assessor especial da pasta, Silvio Grimaldo, um dos ex-alunos, chegou a dizer que haveria um “expurgo” em andamento no setor.

Ligado ao filósofo, Grimaldo escreveu na manhã de sábado (9) no Facebook que foi um dos que sofreram rebaixamento de cargo por conta da pressão dos militares. O assessor ressaltou que o presidente Jair Bolsonaro poderia fazer um governo “alicerçado” em ativistas e intelectuais de direita, mas “preferiu” se cercar de “generais positivas”.

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Em outra postagem, Grimaldo associou os ataques ao grupo de Olavo dentro do MEC a demissão do diplomata Paulo Roberto de Almeida do comando do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais. No carnaval, Almeida foi exonerado depois de divulgar textos críticos à política externa e ao próprio ministro Ernesto Araújo. O diplomata disse que Olavo estava por trás de sua demissão. O escritor, porém, negou.

Grimaldo escreveu em sua contas no Facebook que, durante a campanha de 2018, um certo “coronel” do MEC e eminência parda do ministro Vélez Rodríguez tentou emplacar Paulo Roberto de Almeida para o cargo de chanceler, mas a indicação, completou, ficou por conta de Olavo de Carvalho, que sugeriu Ernesto Araújo. O coronel seria Ricardo Roquetti.

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