01 de novembro de 2018, 18h04

ONU aprova resolução pelo fim do bloqueio a Cuba, com 189 votos contra 2

Chanceler Bruno Rodriguez afirma que bloqueio viola direitos humanos da população cubana; Israel e Estados Unidos votaram contra

Miguel Díaz-Canel: “As pessoas do mundo votaram em Cuba porque sabem que nossa causa é verdadeiramente justa. Cuba é respeitada” – Foto: Reprodução/YouTube A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta quinta-feira (1) uma resolução que solicita o término do bloqueio econômico dos Estados Unidos contra Cuba, que acontece desde os anos 1960. Por 189 votos a favor e 2 contra, a medida foi debatida e aprovada pela 26ª vez consecutiva. Os únicos países que votaram contra foram Estados Unidos e Israel, sem abstenções. Moldávia e Ucrânia e Moldávia não votaram, mas não abstiveram também, e não entram...

Miguel Díaz-Canel: “As pessoas do mundo votaram em Cuba porque sabem que nossa causa é verdadeiramente justa. Cuba é respeitada” – Foto: Reprodução/YouTube

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta quinta-feira (1) uma resolução que solicita o término do bloqueio econômico dos Estados Unidos contra Cuba, que acontece desde os anos 1960. Por 189 votos a favor e 2 contra, a medida foi debatida e aprovada pela 26ª vez consecutiva. Os únicos países que votaram contra foram Estados Unidos e Israel, sem abstenções. Moldávia e Ucrânia e Moldávia não votaram, mas não abstiveram também, e não entram na contagem. O Brasil votou a favor do texto, de acordo com informações do OperaMundi.

Miguel Díaz-Canel, presidente cubano, usou sua conta no Twitter para comemorar a notícia: “Vitória da nossa Cuba. Os Estados Unidos sofrem dez derrotas em uma. As pessoas do mundo votaram em Cuba porque sabem que nossa causa é verdadeiramente justa. Cuba é respeitada. Por Fidel e Raúl, pela revolução e pelo povo cubano”.

O embaixador cubano na ONU, Bruno Rodríguez, afirmou que a continuidade do bloqueio é uma “violação flagrante” contra a ilha. “O bloqueio constitui uma violação flagrante, massiva e sistemática dos direitos humanos das cubanas e dos cubanos e tem sido um impedimento essencial para as aspirações de bem-estar e prosperidade de várias gerações”, destacou.

O chanceler ressaltou, ainda, que “o bloqueio continua sendo o obstáculo fundamental do desenvolvimento cubano” e que ameaça a liberdade das nações. “É um ato de agressão e de guerra econômica. O governo dos EUA não tem a menor autoridade moral para criticar Cuba nem nada sobre a matéria de direitos humanos. Rechaçamos a reiterada manipulação deles com fins políticos”, acrescentou.