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31 de dezembro de 2018, 12h55

Onyx Lorenzoni usou dinheiro público para bancar viagens durante a campanha de Bolsonaro

Braço direito de Bolsonaro e futuro ministro da Casa Civil usou R$100 mil em verbas da Câmara para bancar voos durante a campanha do presidente eleito; uso da cota parlamentar para fins eleitorais é ilegal

Foto: Presidência da República/Divulgação
Braço direito de Jair Bolsonaro e futuro ministro chefe da Casa Civil, o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) usou dinheiro público para bancar viagens durante a campanha do presidente eleito. De acordo com apuração feita pelo jornal Folha de S. Paulo, registros da Câmara dos Deputados mostram que o principal líder da transição de governo, apesar de seu discurso ético e moral, gastou R$100 mil em verbas da Casa para bancar voos durante o período oficial de campanha. As principais viagens foram entre São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e Juiz de Fora, cidade onde Bolsonaro sofreu um...

Braço direito de Jair Bolsonaro e futuro ministro chefe da Casa Civil, o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) usou dinheiro público para bancar viagens durante a campanha do presidente eleito.

De acordo com apuração feita pelo jornal Folha de S. Paulo, registros da Câmara dos Deputados mostram que o principal líder da transição de governo, apesar de seu discurso ético e moral, gastou R$100 mil em verbas da Casa para bancar voos durante o período oficial de campanha.

As principais viagens foram entre São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e Juiz de Fora, cidade onde Bolsonaro sofreu um atentado em setembro.

A verba faz parte da cota parlamentar que os deputados têm para cobrir custos, como viagens, mas o uso é proibido para fins eleitorais.

Apesar do uso indevido, em entrevista, o futuro ministro minimizou e disse que agiu dentro da legalidade. “Eu não tenho que me defender de nada. Está tudo dentro, rigorosamente, dentro da legislação da Câmara dos Deputados. Enquanto congressista e deputado, eu tenho a prerrogativa e direito de andar no lugar do Brasil que eu quiser e eu estava ajudando a construir o que, hoje, nós estamos vivendo: a transição de um novo futuro para o nosso país”, disse nesta segunda-feira (31) durante participação no programa “Timeline”, da Rádio Gaúcha.

 

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