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08 de janeiro de 2019, 11h18

Onyx usou notas fiscais sequenciadas para receber R$ 317 mil de verba de gabinete em quase 10 anos

Empresa de consultoria que forneceu as notas pertence a Cesar Augusto Ferrão Marques, técnico em contabilidade filiado ao DEM há 24 anos e que trabalha nas campanhas eleitorais do político.

Agência Brasil
Reportagem de Fábio Schaffner e José Luis Costa, divulgada nesta terça-feira (8) na Rádio Gaúcha, revela que o ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro(PSL), Onyx Lorenzoni (DEM/RS) usou 80 notas fiscais de uma empresa de consultoria tributária para receber da Câmara R$ 317 mil em verbas de gabinete quando atuou como deputado federal, por quase 10 anos. Segundo a reportagem, dos 80 cupons, 29 foram emitidos em sequência pela Office RS Consultoria Sociedade Simples, indicando que o então deputado foi o único cliente da empresa por meses a fio. A firma pertence a Cesar Augusto Ferrão Marques, técnico em...

Reportagem de Fábio Schaffner e José Luis Costa, divulgada nesta terça-feira (8) na Rádio Gaúcha, revela que o ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro(PSL), Onyx Lorenzoni (DEM/RS) usou 80 notas fiscais de uma empresa de consultoria tributária para receber da Câmara R$ 317 mil em verbas de gabinete quando atuou como deputado federal, por quase 10 anos.

Segundo a reportagem, dos 80 cupons, 29 foram emitidos em sequência pela Office RS Consultoria Sociedade Simples, indicando que o então deputado foi o único cliente da empresa por meses a fio.

A firma pertence a Cesar Augusto Ferrão Marques, técnico em contabilidade filiado ao DEM há 24 anos e que trabalha nas campanhas eleitorais do parlamentar.

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Marques também faz a contabilidade do partido no Estado — recebeu R$ 175 mil em 2017 por meio de uma empresa que atua sem registro no Conselho Regional de Contabilidade.

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“Notas em sequência, mês a mês ou mesmo espaçadas, dão a entender que a empresa não tem outros clientes, e esse é um indício forte de irregularidade. A Câmara não faz pente-fino, aceita todos os documentos como legítimos”, disse o secretário-geral da ONG Contas Abertas, Gil Castelo Branco, à rádio.

Verba pública e Caixa 2
Desde que foi nomeado chefe da equipe de transição do governo, o político gaúcha vem acumulando denúncias de irregularidades no uso de recursos públicos. Embora tenha recebido o “perdão” do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e se acertado com Deus, por meio  de uma tatuagem no antebraço direito, Onyx ainda responde processo por recebimento de recursos para a campanha por meio de Caixa 2 – que ele já assumiu em vídeo.

Além disso, registro da Câmara dos Deputados mostram que Onyx usou verba pública para pagamentos de viagens durante a campanha de Bolsonaro. Ilegal, o parlamentar disse que usou o dinheiro público para “construir um futuro para o país”.

Leia a reportagem na íntegra.

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