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23 de janeiro de 2019, 15h57

Operação encontra cheques e carros em endereços de PM miliciano ligado à Flávio Bolsonaro

O ex-capitão do Bope suspeito de participar do assassinato de Marielle Franco, Adriano da Nóbrega, segue foragido, mas cheques, carros e notas promissórias foram encontradas em seus endereços; ele é o PM que teve a mãe e esposa empregadas no gabinete de Flávio Bolsonaro e que foi homenageado pelo político na Alerj

O ex-capitão do Bope, Adriano da Nóbrega, homenageado por Flávio Bolsonaro e acusado de envolvimento no assassinato de Marielle Franco (Reprodução)
A operação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) “Os Intocáveis” desta terça-feira (22), que prendeu ao menos cinco suspeitos de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, apreendeu dezenas de folhas de cheque, notas promissórias, carros e documentação de imóveis em endereços associados ao ex-capitão do Bope, Adriano Magalhães da Nóbrega. Nóbrega, que está foragido, é um dos principais alvos da operação. Ele tido pelo Ministério Público do Rio como o homem-forte do Escritório do Crime, organização suspeita do assassinato de Marielle Franco. Entre os materiais apreendidos em endereços do PM, estão três carros diferentes,...

A operação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) “Os Intocáveis” desta terça-feira (22), que prendeu ao menos cinco suspeitos de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, apreendeu dezenas de folhas de cheque, notas promissórias, carros e documentação de imóveis em endereços associados ao ex-capitão do Bope, Adriano Magalhães da Nóbrega.

Nóbrega, que está foragido, é um dos principais alvos da operação. Ele tido pelo Ministério Público do Rio como o homem-forte do Escritório do Crime, organização suspeita do assassinato de Marielle Franco.

Entre os materiais apreendidos em endereços do PM, estão três carros diferentes, incluindo uma SUV de luxo Hilux, e radiotransmissores com etiquetas identificadoras.

O policial é acusado há mais de uma década por envolvimento em homicídios. Ele e outro integrante da quadrilha, quando já tinham problemas com a Justiça, foram homenageados por Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Além disso, a mãe e a esposa de Adriano foram empregadas do gabinete de Flávio quando o senador eleito era deputado estadual. Raimunda Veras Magalhães, mãe do ex-policial miliciano, é uma das servidoras do gabinete que fizeram repasses para a conta do ex-assessor Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro que é investigado por movimentações financeiras suspeitas.

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Segundo dados da Receita Federal, ela é sócia de um restaurante localizado na Rua Aristides Lobo, no Rio Comprido. O estabelecimento fica em frente à agência 5663 do Banco Itaú, na qual foi registrada a maior parte dos depósitos em dinheiro vivo feitos na conta de Queiroz.

A proximidade de Flávio Bolsonaro com policiais investigados e as movimentações financeiras de seu ex-assessor, que seria o responsável pela contratação da esposa e da mãe do miliciano em seu gabinete, tem causado desgaste para a imagem de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, que nesta quarta-feira (23), pela primeira vez, procurou se destacar do caso. “Se ele errou, deve pagar o preço”, afirmou.

 

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