10 de julho de 2018, 17h49

Oposição consegue número exigido de assinaturas e impeachment de Crivella será debatido

Com o apoio de 17 vereadores, o recesso parlamentar será suspenso para análise de dois pedidos de impedimento do prefeito do Rio de Janeiro

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Dezessete vereadores, número mínimo exigido pela legislação, assinaram requerimento, solicitando o pedido de suspensão do recesso parlamentar, para iniciar o debate sobre os dois pedidos de impeachment do prefeito Marcelo Crivella (PRB) protocolados na Câmara Municipal. A primeira sessão extra, na próxima quinta-feira (12), às 14 horas, analisará se a reunião secreta do prefeito com pastores se caracterizou como improbidade administrativa e crime eleitoral.

“Vou pedir uma votação oral para que cada vereador justifique o voto na tribuna”, disse David Miranda (PSOL), uma vez que muitos vereadores não conseguem explicar seu voto, como ocorreu na votação de taxação de 11% dos servidores inativos e pensionistas do município. “É o voto envergonhado que quero que seja revelado“, afirmou.

Os 17 vereadores são: Tarcísio Motta, David Miranda, Paulo Pinheiro, Babá, Renato Cinco, Leonel Brizola (PSOL); Reimont, Luciana Novaes (PT); Fernando William (PDT); Átila Alexandre Nunes, Rosa Fernandes, Rafael Aloísio de Freitas (MDB); Leandro Lira (Novo); Teresa Bergher e Professor Adalmir (PSDB); Ulisses Marins (PMN) e Zico (PTB).

De acordo com informações de O Dia, a assessoria de comunicação do prefeito divulgou ele não iria comentar os pedidos de impeachment. O encontro com cerca de 170 líderes religiosos e pastores evangélicos, que não constava na agenda oficial, aconteceu no dia 4 de julho, no Palácio da Cidade. O prefeito discursou na presença do pré-candidato a deputado federal pelo PRB, Rubens Teixeira. Em uma das falas, gravadas em áudio por jornalista, Crivella sugeriu aos pastores que orientem os fiéis a procurar uma assessora dele, Márcia (da Rosa Pereira Nunes), que poderia agilizar as cirurgias.

O prefeito destacou, também, que as igrejas que estivessem recebendo cobrança de IPTU deveriam falar com um advogado chamado Milton para “dar um fim nisso”. “Nós temos que aproveitar que Deus nos deu a oportunidade de estar na prefeitura para esses processos andarem”, afirmou.