Não há nada tão ruim que não possa piorar, não é verdade? O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reafirmou ser contra o casamento homoafetivo no Brasil. O filho do ex-prefeito Cesar Maia cometeu a declaração em entrevista ao programa Roberto D’Ávila exibido no último dia 17 pela Globo News. “Ninguém precisa desse confronto”, disse ele, ao argumentar que a palavra casamento faz parte dos dogmas da Igreja. Em caso de afastamento do presidente Michel Temer, investigado por corrupção, o parlamentar do DEM assumirá a presidência da República.

“A união civil já está aí consagrada e precisar ser reafirmada. A palavra casamento é uma liturgia da igreja. Não precisa desse confronto. Ninguém precisa desse confronto. A disputa é que eu acho que não é necessária”, disse o presidente da Câmara dos Deputados.

A fala desastrosa do parlamentar teve início quando, ao defender o sistema de voto distrital misto em uma reforma política, apresentou como argumento a possibilidade de maior participação das mulheres no pleito eleitoral. Instigado pelo jornalista a comentar a maior participação de transgêneros nos partidos, ele respondeu de forma monossilábica: “É verdade”. Na mesma entrevista, declarou ser contra o direito ao aborto para as mulheres, com a exceção aos casos previstos em lei.

Desde 2013, está regulamentado pelo CNJ o registro do casamento civil homoafetivo em cartórios de todo o Brasil depois de, em 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir, por unanimidade, a favor do direito da união entre pessoas do mesmo sexo. Mais de 15 mil registros foram realizados em todo o país nos últimos quatro anos, segundo dados do IBGE. Em maio, foi aprovada pela Comissão de COnstituição e Justiça (CCJ) do Senado a lei que inclui na Constituição a garantia do direito ao casamento à casais homoafetivos.

Rodrigo Maia pode chegar à presidência da República depois de um resultado pífio na última eleição majoritária que disputou. Ao concorrer à prefeitura do Rio, teve menos de 3% dos votos. No próximo dia 2 de agosto, caberá a ele colocar em análise no plenário da Câmara a denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer e a investigação do caso pelo STF. Em caso de maioria contra Temer, o presidente é afastado e o parlamentar fluminense assume a presidência.

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