12 de dezembro de 2018, 15h36

Outros deputados citados em relatório do Coaf dão explicações sobre movimentações atípicas de assessores

Diferentemente de Flávio Bolsonaro (PSL) parlamentares de outros partidos apresentaram explicações sobre movimentações de valores por assessores detectados pelo órgão.

Foto: Reprodução

Diferentemente do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL/RJ), que se nega a dar explicações sobre o R$ 1,2 milhão movimentado de forma suspeita por seu ex-assessor – o policial militar Fabrício de Queiroz -, outros deputados estaduais do Rio mencionados no relatório do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) se explicaram sobre as movimentações atípicas de seus assessores. As informações são da Folha de S.Paulo.

O gabinete com o maior volume de comunicações é o do petista Ceciliano. Foram mencionados quatro assessores com movimentação atípica de, somados, R$ 49,3 milhões. A maior parte se refere a entradas e saídas na conta de Elisângela Barbieri, que movimentou R$ 26,5 milhões em sua conta, segundo o Coaf.

Ceciliano disse, em nota, que a funcionária que concentra as movimentações atípicas “pertence a uma família de empresários da cidade de Paracambi”, onde o petista foi prefeito por dois mandatos.

“Ceciliano ressalta ainda que o próprio Ministério Público Federal afirma que o fato de constarem no relatório não significa que tenham praticado condutas ilícitas”, disse o deputado à Folha de S.Paulo.

O segundo da lista é o deputado Paulo Ramos (PDT), cujo gabinete registrou movimentações atípicas de R$ 30,3 milhões. Elas estão concentradas em nome de Luiz Felipe Conde, cuja conta recebeu e retirou R$ 18,6 milhões, segundo o Coaf.

Paulo Ramos afirmou que o principal assessor citado pelo Coaf é advogado e tem como justificar as entradas e saídas de recursos de suas contas. Ele afirmou que boa parte dos valores se referem a causas judiciais ganhas.

Márcio Pacheco (PSC), futuro líder do governo na gestão Wilson Witzel (PSC), aparece em terceiro com uma movimentação atípica de R$ 25,3 milhões envolvendo assessores de seu gabinete, de acordo com o relatório do órgão financeiro. O volume está distribuído entre nove funcionários.

Pacheco disse, em nota, que “recebeu com surpresa, através imprensa, a notícia sobre movimentações financeiras envolvendo colaboradores de seu gabinete”.

“Ele esclarece que sempre agiu com honestidade e transparência, e que está apurando as informações e agirá no caso, como sempre agiu, de acordo com a lei. O deputado informa ainda que não pode se responsabilizar por transações bancárias de ex-assessores; inclusive, alguns desligados do gabinete desde 2013”, afirmou a nota.

Eliomar Coelho (PSol), que teve assessor com R$ 1,7 milhão no relatório, disse, por meio de sua assessoria, que está “à disposição para qualquer esclarecimento, caso venhamos a ser oficialmente citados”. “As práticas do meu mandato são a maior prova de que denunciamos e repudiamos relações injustificáveis e inaceitáveis”, afirmou o deputado.

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