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12 de março de 2015, 10h09

Papa Francisco defende financiamento público de campanhas

"O financiamento da campanha eleitoral envolve muitos interesses, que depois cobram a conta", declarou o pontífice em entrevista a publicação argentina

“O financiamento da campanha eleitoral envolve muitos interesses, que depois cobram a conta”, declarou o pontífice em entrevista a publicação argentina Por Redação Em declaração à revista La Carcova News, publicação paroquial de um bairro da periferia de Buenos Aires, na Argentina, o Papa Francisco defendeu o financiamento público de campanhas políticas. Questionado sobre suas sugestões aos governantes argentinos, que estão em ano de pleito, o pontífice respondeu: “O financiamento da campanha eleitoral envolve muitos interesses, que depois cobram a conta. Evidentemente, é um ideal, porque é preciso de dinheiro para manifestos, para a televisão. Em todo caso, que o...

“O financiamento da campanha eleitoral envolve muitos interesses, que depois cobram a conta”, declarou o pontífice em entrevista a publicação argentina

Por Redação

Em declaração à revista La Carcova News, publicação paroquial de um bairro da periferia de Buenos Aires, na Argentina, o Papa Francisco defendeu o financiamento público de campanhas políticas.

Questionado sobre suas sugestões aos governantes argentinos, que estão em ano de pleito, o pontífice respondeu: “O financiamento da campanha eleitoral envolve muitos interesses, que depois cobram a conta. Evidentemente, é um ideal, porque é preciso de dinheiro para manifestos, para a televisão. Em todo caso, que o financiamento seja público. Eu, como cidadão, sei que financio esse candidato com essa exata soma de dinheiro, que tudo seja transparente e limpo.”

Francisco também falou sobre transparência no plano de governo. “Primeiro, que proponham uma plataforma clara. Que cada um diga ‘no governo, nós faremos isso e aquilo'”, explicou. “A plataforma eleitoral é algo sério, ajuda as pessoas a verem aquilo que cada um pensa.”

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No Brasil, há um verdadeiro “cabo de guerra” em torno da discussão sobre o custeio de campanhas eleitorais. Enquanto movimentos sociais pregam, em sua maioria, o financiamento público, alguns parlamentares querem manter a regra atual, que permite doações empresariais à candidatos. Um destes é o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), declaradamente favorável a essa modalidade de subsídio e tenta emplacar sua proposta de reforma política (a PEC 352/13), que deixa a cargo dos partidos a decisão de como bancar suas campanhas.

É importante lembrar que Cunha conquistou, no ano passado, seu quarto mandato consecutivo como deputado federal com uma das campanhas mais caras do país. Declarou ao Tribunal Superior Eleitoral ter gasto 6,4 milhões de reais, arrecadados quase na íntegra com a ajuda de empresas.

(Foto: Ryan Lim/Malacañang Photo Bureau)

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