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18 de setembro de 2016, 14h22

Para atacar Lula, Veja copia capa da Newsweek sobre morte de Gadaffi

Semelhança foi destacada no Facebook pelo cientista político Reginaldo Nasser, que criticou duramente a revista: “quem lincha e/ou induz ao linchamento tem nome bem preciso: fascista” Por Redação Em mais um ataque ao ex-presidente Lula, a capa da revista Veja dessa semana traz uma estranha referência visual. A edição apresenta um fundo com vermelho estourado […]

Semelhança foi destacada no Facebook pelo cientista político Reginaldo Nasser, que criticou duramente a revista: “quem lincha e/ou induz ao linchamento tem nome bem preciso: fascista”

Por Redação

Em mais um ataque ao ex-presidente Lula, a capa da revista Veja dessa semana traz uma estranha referência visual. A edição apresenta um fundo com vermelho estourado e o rosto de lula em tinta preta escorrendo, muito similar uma capa da revista norte-americana Newsweek de outubro de 2011, sobre a morte por linchamento de Muammar al Gaddafi, presidente da Líbia deposto durante uma rebelião apoiada por forças da Organização do Atlântico Norte (OTAN).

A semelhança foi destacada pelo professor Reginaldo Nasser, especialista em relações internacionais, em sua conta no Facebook. Para ele, a capa da Veja busca induzir ao linchamento de Lula. “Quem lincha e/ou induz ao linchamento tem nome bem preciso: fascista. Quem é conivente com isso idem”, afirma. “No caso de Gadaffi havia guerra civil e se tratava de um ditador sanguinário que matou e torturou milhares de pessoas. Claro, não há nada que justifique o linchamento que deve ser execrado, sob quaisquer circunstancias. Portanto, esse lixo esta propondo linchamento de Lula. ficará por isso mesmo?”, questiona o professor.

A capa da revista Veja surge em um momento crítico, logo após a denúncia do Ministério Público Federal contra Lula o apontar como liderança de diversos esquemas de corrupção.

Gaddafi governou a Líbia por 42 anos e foi deposto em um dos conflitos que fizeram parte da chamada Primavera Árabe, que mudou o cenário da região. Quando foi capturado pelas forças de oposição com apoio da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Gaddafi teria sido torturado e linchado, mas essa versão nunca foi confirmada.