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05 de dezembro de 2014, 17h53

Para Cardozo, derrotados na eleição querem fazer “revanchismo” com operação Lava Jato

Ministro da Justiça acredita que muitos estão fazendo "interpretações enviesadas" das delações premiadas por motivações políticas.

Ministro da Justiça acredita que muitos estão fazendo “interpretações enviesadas” das delações premiadas por motivações políticas

Por Redação

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, declarou que há “leitura enviesada” das delações premiadas da Operação Lava Jato. “Querem construir ilações que, evidentemente, não decorrem desses depoimentos”, afirmou.

O ministro também comentou a respeito de um trecho da delação de Júlio Camargo, da empresa Toyo-Setal, onde ele afirma que parte da propina era repassada ao PT. “As delações permitem uma pauta de investigação, para verificar se aquilo que eles falam é fato ou não; mas o que temos visto é que, com base nesses depoimentos, estão surgindo teses absolutamente inverossímeis e absurdas a partir de coisas sequer ditas pelos delatores”, criticou Cardozo.

“Por motivações políticas, alguns querem fazer leitura enviesada dos depoimentos. Não estão satisfeitos com o resultado eleitoral e querem fazer disso um revanchismo. Querem ganhar no tapetão o que perderam nas urnas, por razões de frustração eleitoral”, finalizou o ministro da Justiça.

Foto: Brasil 247