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17 de outubro de 2018, 08h45

Para deter mercado negro, Canadá torna-se o segundo país do mundo a liberar uso da maconha

Trabalhadores de saúde pública sustentam que fumar maconha faz tanto mal quanto o tabaco, mas agradecem a oportunidade que a legalização traz de um diálogo aberto.

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A partir desta quarta-feira (17), o Canadá passa a ser o segundo país do mundo a liberar a maconha para uso recreativo – a primeira liberação ocorreu no Uruguai. O principal objetivo é deter o mercado negro e seu uso entre os jovens, em meio a preocupações em torno da saúde pública e a segurança da legalização. Trabalhadores de saúde pública do Canadá sustentam que fumar maconha faz tanto mal quanto o tabaco, mas agradecem a oportunidade que a legalização traz de um diálogo aberto. “Há preocupações com a saúde”, disse à agência AFP Gillian Connelly, da Agência de Saúde...

A partir desta quarta-feira (17), o Canadá passa a ser o segundo país do mundo a liberar a maconha para uso recreativo – a primeira liberação ocorreu no Uruguai.

O principal objetivo é deter o mercado negro e seu uso entre os jovens, em meio a preocupações em torno da saúde pública e a segurança da legalização. Trabalhadores de saúde pública do Canadá sustentam que fumar maconha faz tanto mal quanto o tabaco, mas agradecem a oportunidade que a legalização traz de um diálogo aberto.

“Há preocupações com a saúde”, disse à agência AFP Gillian Connelly, da Agência de Saúde Pública de Ottawa. “Mas a legalização está criando uma oportunidade para se discutir o consumo de cannnabis e, por exemplo, que os pais comecem uma conversa com seus filhos a respeito”.

“Durante décadas, só dissemos: ‘não consumam’, mas isto não funcionou”, acrescentou. Essa mensagem colaborou para que os canadenses estejam entre os maiores usuários per capita de cannabis, com 4,6 milhões ou um em cada oito que consumiram maconha este ano.

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Com informações da AFP e da EFE

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