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07 de junho de 2014, 13h07

Para Dilma, campanha contra copa é, na verdade, contra o PT

Em Porto Alegre, a presidenta afirmou novamente que nem na Copa de 1970, quando estava presa, torceu contra o Brasil Por Redação “Há hoje uma campanha sistemática contra a Copa do Mundo. Ela de fato não é contra a Copa do Mundo, ela é muito mais uma campanha sistemática contra nós”. Foi isso que afirmou […]

Em Porto Alegre, a presidenta afirmou novamente que nem na Copa de 1970, quando estava presa, torceu contra o Brasil

Por Redação

“Há hoje uma campanha sistemática contra a Copa do Mundo. Ela de fato não é contra a Copa do Mundo, ela é muito mais uma campanha sistemática contra nós”. Foi isso que afirmou a presidenta Dilma Rousseff, na noite de ontem (6), durante o Encontro Estadual do PT, em Porto Alegre.

“Quero dizer para vocês que nem na ditadura nós confundimos Copa com política. Eu estava lá presa no [presídio] Tiradentes e começou a Copa [do México]. Ninguém torceu contra o Brasil”, voltou a lembrar a presidenta, que já havia feito a mesma declaração em entrevista ao jornal The New York Times, na última terça-feira (3).

Dilma disse que as ações “anti-Copa” se iniciaram bem antes das manifestações de junho do ano passado. Ela citou, por exemplo, reportagens que davam como certo o atraso nas obras dos estádios.

Para a petista, o pessimismo em torno do mundial foi motivado, também, por informações incorretas que caíram no senso comum, como a ideia de que o governo teria desviado recursos de áreas básicas para viabilizar as obras do campeonato. “É uma desinformação”, pontuou.

Ela retrucou, apontando que, só em 2014, o governo destinou R$ 280 bilhões aos setores de educação e saúde. Explicou, ainda, que o dinheiro utilizado para financiar os estádios (R$ 4 bilhões) veio de empréstimos, e não de verba do Orçamento. “Em 2014, o gasto com educação é de R$ 280 bilhões. Dez dias de um mês equivalem aos 12 estádios”, contrapôs.

Foto de capa: Heinrich Aikawa/Instituto Lula