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26 de agosto de 2013, 18h45

Para EUA, não há duvidas de que armas químicas foram usadas na Síria

Países do Ocidente já falam em operação militar contra o regime de Bashar al-Assad

Países do Ocidente já falam em operação militar contra o regime de Bashar al-Assad 

Por Redação

Para EUA, não há dúvidas sobre o uso de armas químicas (Foto: Divulgação)

O secretário de Estado norte-americano John Kerry confirmou na tarde desta segunda-feira (26) que o governo Obama não têm dúvidas de que foram utilizadas armas químicas na Síria. “O que vimos na Síria na semana passada deveria atingir a consciência do mundo”, disse. O porta-voz da Casa Branca Jay Carney foi taxativo a respeito das responsabilidade sobre o ataque. “Temos poucas dúvidas que o regime sírio é culpado.”

No ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que a “linha vermelha” que o governo sírio não poderia ultrapassar era justamente o uso de armas químicas. Com a afirmação de Kerry, aumentam as chances de um ataque dos EUA contra a Síria.

Durante entrevista na tarde desta segunda-feira, em Washington, Kerry disse que “o uso de armas químicas desafia qualquer código de moralidade, matando indiscriminadamente civis, é abominável.” Uma pesquisa encomendada pela CNN aponta que 60% dos americanos reprovam a intervenção militar americana na Síria.

Consenso

Assim como nos EUA, na Inglaterra o caminho está aberto para uma operação militar contra o governo de Assad. “Nós tentamos os outros métodos, os métodos diplomáticos, e vamos continuar a tentá-los, mas eles fracassaram até agora (…) Eu não posso detalhar as opções militares para o momento”, disse nesta segunda-feira (26) William Hague, ministro das Relações Exteriores britânico.

Vivien Pertusot, diretor do Instituto de Relações Internacionais (IFRI), afirmou que “nenhum país ocidental quer intervir, mas o uso de armas químicas, se confirmado, irá força-los a agir.”

“Vão fracassar”

Mais cedo, em entrevista ao jornal russo Izvestia, Assad afirmou que, caso os americanos optem por atacar a Síria, irão “fracassar, como em todas as guerras anteriores que eles desencadearam, começando com a do Vietnã até hoje.”

Para o presidente sírio, as afirmações de que seu governo utilizou armas químicas contra os seus opositores é “insensata”. “Não faz sentindo acusar primeiro e buscar provas depois”, disse Saad.

A oposição acusa o governo de Bashar Al-Assad de ser responsável pela morte de 1.300 pessoas, a maioria de civis, em um ataque com armas químicas na periferia de Damasco.