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16 de dezembro de 2013, 17h12

Para Feliciano, Mandela “implantou a cultura da morte dentro da África do Sul”

Em entrevista, deputado critica o líder sul-africano por legalização do aborto e confirma que não apoiará Eduardo Campos em 2014

Em entrevista, deputado critica o líder sul-africano por legalização do aborto e confirma que não apoiará  Eduardo Campos em 2014

Por Redação

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputado Pastor Marco Feliciano (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Em entrevista ao portal IG, o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) criticou o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, falecido no último dia 5 de dezembro. “Quem mata uma criança, para mim, não é meu amigo. Então Mandela implantou a cultura que chamamos de cultura da morte dentro da África do Sul.”

Como presidente, Mandela legalizou o aborto em 1996, na África do Sul, com o intuito de combater os altos índices de violência sexual contra as mulheres.

Ainda na mesma entrevista, Feliciano comentou outros temas, como o pleito eleitoral de 2014. O pastor, que indicava uma aproximação e apoio ao candidato Eduardo Campos (PSB), recuou. “Para que ferir um povo que tem peso de voto?”, perguntou o deputado, que afirma ter lido entrevistas em que Campos declara ser favorável à cobrança de impostos de igrejas.

“Luta do século”

O pastor ainda falou sobre sua atuação parlamentar à frente da Comissão de Direitos Humanos, que provocou diversos protestos pelo país em 2013. Segundo Feliciano, a proposta conhecida como “cura gay” pode ser votado em 2014. “O projeto não morreu, ele foi retirado de pauta. O autor do projeto, deputado João Campos (PSDB-GO), pode voltar (a colocá-lo em discussão) a qualquer momento no próximo pleito.”

Feliciano confirmou o interesse em disputar uma vaga no Senado. O deputado afirmou que um possível embate eleitoral contra o senador Eduardo Suplicy (PT), em São Paulo, “seria a luta do século”.

Com informações do IG