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28 de Maio de 2014, 12h38

Para FHC, a democracia não avança sem a regulação dos meios de comunicação

"Nós temos toda a arquitetura democrática, menos a alma”, disse em seminário o ex-presidente

“Nós temos toda a arquitetura democrática, menos a alma”, disse em seminário o ex-presidente

Por Redação

A regulação dos meios de comunicação voltou à pauta nos últimos dias em função da divulgação da proposta de programa de governo do PT para 2014 e também das declarações recentes do ex-presidente Lula a respeito do tema. No entanto, o assunto não é novo e, como muitos querem fazer crer, não é exclusividade da esquerda ou de qualquer grupo que tenha como intenção “censurar” (sic) conteúdo.

Em seminário realizado no dia 15 de maio de 2012, no Instituto FHC (iFHC), cujo tema era “Meios de comunicação e democracia na América Latina”, líderes políticos trataram do tema e quem surpreendeu foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), se mostrando defensor da regulação do setor.

Além de FHC, participaram Carlos Mesa, ex-presidente da Bolívia;  Rubén Aguilar, ex-porta voz de Vicent Fox (presidente do México entre 2000-2006); Osvaldo Hurtado, ex-presidente do Equador, entre outros.

Em sua fala, Fernando Henrique Cardoso disse que na comunicação brasileira não há pluralidade. “Os meios de comunicação no Brasil não trazem o outro lado. Isso não se dá por pressão de governo, mas por uma complexidade de nossa cultura institucional. Nós temos toda a arquitetura democrática, menos a alma”, criticou.

O ex-presidente ainda declarou que a diversidade nos meios de comunicação é essencial para o avanço da democracia. “Não há como regular adequadamente a democracia sem regular adequadamente os meios de comunicação”, disse.

O tema da regulamentação dos meios de comunicação deve ser pauta presente nas eleições presidenciais deste ano. A presidenta Dilma Rousseff estaria comprometida com a pauta da regulação econômica da área, item incluído entre as diretrizes de programa de governo do Partido dos Trabalhadores para 2014. “Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio”, diz o texto da legenda.

Atualizado às 07:07 do dia 29/05