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24 de maio de 2018, 17h59

Paralisação dos caminhoneiros: Jeep suspende produção de veículos no PE

Além do preço da gasolina, a superlotação de postos e o desabastecimento de alimentos, a paralisação dos caminhoneiros tem afetado serviços de transporte público, aeroportos e, agora, até mesmo a produção de carros

Foto: FCA Group
Por meio de nota oficial, a montadora Jeep anunciou na tarde desta quinta-feira (24) que suspendeu em 100% a produção de veículos no parque fabril de Goiana (PE) em consequência da paralisação dos caminhoneiros. De acordo com a companhia, a paralisação tem causado problemas logísticos e peças que seriam utilizadas na linha de produção não estão chegando. Na nota, a Jeep afirma que “permanece avaliando a evolução da situação” para decidir se retoma a produção. No local, são fabricados os veículos Renegade, Toro e Compass. Brasil em alerta A manifestação de caminhoneiros, que tem como principal pauta os sucessivos aumentos...

Por meio de nota oficial, a montadora Jeep anunciou na tarde desta quinta-feira (24) que suspendeu em 100% a produção de veículos no parque fabril de Goiana (PE) em consequência da paralisação dos caminhoneiros. De acordo com a companhia, a paralisação tem causado problemas logísticos e peças que seriam utilizadas na linha de produção não estão chegando.

Na nota, a Jeep afirma que “permanece avaliando a evolução da situação” para decidir se retoma a produção. No local, são fabricados os veículos Renegade, Toro e Compass.

Brasil em alerta

A manifestação de caminhoneiros, que tem como principal pauta os sucessivos aumentos no preço do combustível impostos pelo governo, segue pelo quarto dia consecutivo com bloqueios em cerca de 40 rodovias federais por todo o país. Com a paralisação, o combustível não chega à maioria dos postos do país que, diante da alta demanda e da escassez, elevaram seus preços. No Distrito Federal a gasolina bateu R$9,99. Motoristas esperavam cerca de uma hora na noite de quarta-feira para abastecer os tanques.

A paralisação tem como outra consequência o desabastecimento de alimentos, já que os produtos não chegam aos mercados e entrepostos, e também a suspensão de serviços de transporte, já que as empresas, agora, têm mais dificuldade para abastecer os veículos.

No Ceasa, principal central de distribuição da cidade, apenas 50 dos 500 caminhões que chegam todas as manhãs apareceram para a descarga de produtos. A saca de batata é comercializada nesta quinta-feira por R$ 500.

O BRT, serviço de ônibus articulados que liga o aeroporto do Galeão a bairros das zonas norte e oeste, funciona com apenas 50% da frota. Muitas estações amanheceram fechadas nesta manhã.

Em Recife, a frota de ônibus foi reduzida em 30% e os passageiros enfrentam filas nos pontos de ônibus. Os veículos passam lotados, trafegando com as portas abertas devido à superlotação.

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