Brasília, eu vi

30 de junho de 2017, 09h23

PAULO NOGUEIRA, PRESENTE

No DCM, Paulo criou uma trincheira feroz para a defesa do bom jornalismo. Era sua missão de vida. Com ele, muitos de nós renovaram a fé no ofício, justamente quando estão em evidência os piores jornalistas - e o pior do jornalismo - de todos os tempos.

No DCM, Paulo criou uma trincheira feroz para a defesa do bom jornalismo. Era sua missão de vida. Com ele, muitos de nós renovaram a fé no ofício, justamente quando estão em evidência os piores jornalistas – e o pior do jornalismo – de todos os tempos.

Por Leandro Fortes

Acordo e levo uma bofetada: o grande jornalista Paulo Nogueira, criador do Diário do Centro do Mundo, morreu, após uma batalha de 10 meses contra o câncer.

Não estou apenas triste, estou com raiva. Paulo não podia nos faltar, nessa hora. Porque ele, com seu texto impecável e com essa capacidade de emoldurar os fatos, um talento dado somente a jornalistas de verdade, era fundamental nessa luta que travamos contra o fascismo e o monopólio da mídia.

Os textos de Paulo Nogueira elevaram essa discussão a um nível intelectual extremo, dentro de uma construção crítica que servia de base, diariamente, para uma reflexão coletiva sobre o País – a política, a economia, a ética e, principalmente, o jornalismo.

No DCM, Paulo criou uma trincheira feroz para a defesa do bom jornalismo. Era sua missão de vida. Com ele, muitos de nós renovaram a fé no ofício, justamente quando estão em evidência os piores jornalistas – e o pior do jornalismo – de todos os tempos.

Nunca conheci Paulo Nogueira, pessoalmente. Nos falamos por telefone, trocamos mensagens pelo WhatsApp e alguns emails, desde que ele estava em Londres, até voltar para o Brasil, há uns poucos anos.

Ainda assim, tornou-se uma presença essencial na minha vida de jornalista.

Nossa missão, agora, é fazer valer a sua luta.

Adeus, camarada.

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