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24 de março de 2019, 11h53

Paulo Peto quer fazer delação premiada e preocupa “caciques” tucanos

Apontado como arrecadador de propinas do PSDB, o ex-diretor da Dersa foi condenado a uma pena de 27 anos e oito dias de prisão

Foto: Agência Câmara
A cúpula do PSDB paulista está receosa com a intenção de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, operador dos tucanos em São Paulo. Preso em fevereiro pela terceira vez, o ex-diretor da Dersa está procurando advogado para fazer delação premiada, de acordo com informações de Lauro Jardim, para O Globo. “Se fechar mesmo, fará um strike no PSDB paulista. Seu amigão Aloysio Nunes, contudo, tende a ser preservado até aonde Paulo Preto conseguir”, diz o colunista. Apontado como arrecadador de propinas do PSDB, Paulo Preto foi condenado a uma pena de 27 anos e oito dias de prisão. Conforme a sentença...

A cúpula do PSDB paulista está receosa com a intenção de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, operador dos tucanos em São Paulo. Preso em fevereiro pela terceira vez, o ex-diretor da Dersa está procurando advogado para fazer delação premiada, de acordo com informações de Lauro Jardim, para O Globo.

“Se fechar mesmo, fará um strike no PSDB paulista. Seu amigão Aloysio Nunes, contudo, tende a ser preservado até aonde Paulo Preto conseguir”, diz o colunista.

Apontado como arrecadador de propinas do PSDB, Paulo Preto foi condenado a uma pena de 27 anos e oito dias de prisão. Conforme a sentença da juíza federal Maria Isabel do Prado, sete anos terão, necessariamente, de ser cumpridos em regime fechado.

O operador foi acusado pelo Ministério Público Federal em São Paulo de ter fraudado licitações e participado de formação de cartel em obras do Rodoanel e do Sistema Viário Metropolitano de São Paulo.

Licitações

Segundo a denúncia apresentada em agosto passado, durante o período em que exerceu o cargo de diretor de Engenharia da Dersa, entre 2007 e 2010, no governo José Serra (PSDB), Paulo Preto se reunia com os empresários para combinar quem ganharia as licitações das obras.

Ele também é réu em outro processo que tramita em São Paulo, que trata de desvios de R$ 7,7 milhões em reassentamentos do Rodoanel Sul.

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