06 de dezembro de 2018, 13h30

Paulo Pimenta: “imaginem se o motorista do Lula tivesse movimentado R$ 1,2 milhão”

Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara

O deputado federal, Paulo Pimenta, pergunta, em sua conta no Twitter, nesta quinta-feira (6), “qual seria a reação da mídia e do Jair Bolsonaro na tribuna da Câmara se o motorista do Lula tivesse movimentado R$ 1,2 milhão (e mais de R$ 300 mil em espécie) durante um ano tendo recebido salário de R$ 8 mil?”.

“Imaginem se o motorista do Lula tivesse movimentado R$ 1,2 milhão (e mais de R$ 300 mil em espécie) durante um ano tendo recebido salário de R$ 8 mil… qual seria a reação da mídia e do Jair Bolsonaro na tribuna da Câmara?”

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O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectou movimentação atípica no valor de R$ 1,2 milhão na conta do policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

Registrado como assessor parlamentar, Queiroz é policial militar e, além de motorista, atuava como segurança do deputado de Flávio Bolsonaro (PSL), filho mais velho do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Uma das transações na conta de Queiroz citadas no relatório do Coaf é um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama Michelle Bolsonaro. “Dentre eles constam como favorecidos a ex-secretária parlamentar e atual esposa de pessoa com foro por prerrogativa de função – Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, no valor de R$ 24 mil”, diz o documento do Coaf.

Em um ano, o Coaf também encontrou cerca de R$ 320 mil em saque na conta do motorista do filho de Bolsonaro. Desse total, R$ 159 mil foram sacados numa agência no prédio da Alerj. Também chamaram a atenção as transações realizadas entre Queiroz e funcionários da Assembleia.

Nem Flávio Bolsonaro nem o seu ex-motorista foram alvo da operação que prendeu dez deputados fluminenses, deflagrada no dia 8 de novembro. O Ministério Público Federal investiga o envolvimento dos parlamentares estaduais em um esquema de pagamento de “mensalinho” na Assembleia.

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