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13 de julho de 2018, 07h21

Paulo Pimenta: “Raquel Dodge quer criar censura prévia dos direitos que o cidadão pode pleitear”

"Chega a ser assustador a PGR achar que pode pedir à PF que interrogue um parlamentar para saber por que motivo ele pediu na justiça que a CF fosse cumprida", afirmou o deputado

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do PT na Câmara, criticou na noite desta quinta-feira (12), a investigação aberta contra o desembargador federal Rogério Favreto pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Segundo Pimenta, a procuradora “quer criar no Brasil uma censura prévia dos direitos que o cidadão pode pleitear”.  “Os argumentos do tipo, ‘eles sabiam que se Lula fosse solto voltaria’ ou ‘ eles queriam causar tumulto’ por isso a lei não foi cumprida , deixaria envergonhado um oficial da Gestapo”, afirmou em seu Twitter.

Pimenta, junto com os deputados Wadih Damous (PT-RJ) e Paulo Teixeira (PT-SP), foi autor do pedido de habeas corpus protocolado no Tribunal Regional da Federal da 4ª Região no último domingo (8). Favreto acatou o pedido, mas a ordem judicial não foi cumprida por conta de conluio envolvendo o juiz Sérgio Moro, a Polícia Federal e os desembargadores Gebran Neto e Thompson Flores.

“Chega a ser assustador a PGR achar que pode pedir à PF que interrogue um parlamentar para saber por que motivo ele pediu na justiça que a CF fosse cumprida. DOI-CODI é fichinha. Se intimidar não for possível, vão torturar ou sequestrar parentes para arrancar confissão?”, concluiu Pimenta.