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21 de fevereiro de 2019, 06h55

Paulo Preto ameaçou delatar sobre “conta ônibus” na Suíça, com Serra, Aloysio e outros tucanos

Acusado de ser o operador financeiro do PSDB, na última fez que foi preso, Paulo Preto ameaçou fazer delação e disse, nos bastidores, que a conta encontrada na Suíça com saldo de R$ 132 milhões, em valores atuais, não era só dele

Reportagem de Mario Cesar Carvalho, na edição desta quinta-feira (21) da Folha de S.Paulo, revela que o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, fez ameaças quando foi preso pela segunda vez no ano passado e passou 36 dias na cadeia – antes de voltar para a prisão nesta terça-feira (19). Acusado de ser o operador financeiro do PSDB, Paulo Preto ameaçou fazer delação e disse, nos bastidores, que a conta encontrada na Suíça com saldo de R$ 132 milhões, em valores atuais, não era só dele. Era o que ele chamava de “conta ônibus”, ou seja,...

Reportagem de Mario Cesar Carvalho, na edição desta quinta-feira (21) da Folha de S.Paulo, revela que o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, fez ameaças quando foi preso pela segunda vez no ano passado e passou 36 dias na cadeia – antes de voltar para a prisão nesta terça-feira (19).

Acusado de ser o operador financeiro do PSDB, Paulo Preto ameaçou fazer delação e disse, nos bastidores, que a conta encontrada na Suíça com saldo de R$ 132 milhões, em valores atuais, não era só dele. Era o que ele chamava de “conta ônibus”, ou seja, de vários titulares, todos tucanos de alta plumagem, como Aloysio Nunes Ferreira e José Serra, e do próprio PSDB.

O recado, enviado aos tucanos, tinha um tom óbvio de chantagem, com um subtexto que dizia “ou vocês me salvam ou entrego todo mundo”.

Após a pressão de Paulo Preto, ele trocou de advogado: saiu Daniel Bialski e entrou José Roberto Santoro, que também cuidava da defesa de Aloysio. Foi o novo advogado que conseguiu soltar Paulo Preto, com um habeas corpus do ministro Gilmar Mendes, do Supremo.

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Em 2010, quando se tornou uma figura central nos debates entre Dilma Rousseff e José Serra na disputa presidencial, Paulo Preto pronunciou aquela que se tornaria a sua frase mais famosa. “Não se abandona um líder ferido na beira da estrada”, afirmou depois que Serra ter dito que não conhecia o ex-diretor da Dersa.

Leia a reportagem na íntegra.

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