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27 de agosto de 2018, 17h07

Pela primeira vez, Globo inicia entrevistas com presidenciáveis sem o líder das pesquisas

A série de entrevistas com presidenciáveis do 'Jornal Nacional' começa nesta segunda-feira (26) com Ciro Gomes (PDT); desrespeitando a isonomia exigida pela lei eleitoral, emissora não convidou Lula, primeiro lugar em todas as pesquisas de opinião, e nem seu representante, Fernando Haddad

Reprodução/Globo
Pela primeira vez em uma eleição o ‘Jornal Nacional’, da Globo, não terá em sua série de entrevistas com presidenciáveis o primeiro lugar nas pesquisas de opinião. Na última segunda-feira (20), quando foi começaram oficialmente as campanhas dos partidos, o apresentador William Bonner anunciou que o telejornal não cobriria a agenda de campanha do PT, representada pelo vice da chapa, Fernando Haddad, pelo fato de o candidato, Lula, estar preso. A série de entrevistas – cada uma terá duração de 25 minutos – começa nesta segunda-feira (27) com Ciro Gomes (PDT). Na terça-feira (28) o entrevistado será Jair Bolsonaro (PSL)...

Pela primeira vez em uma eleição o ‘Jornal Nacional’, da Globo, não terá em sua série de entrevistas com presidenciáveis o primeiro lugar nas pesquisas de opinião. Na última segunda-feira (20), quando foi começaram oficialmente as campanhas dos partidos, o apresentador William Bonner anunciou que o telejornal não cobriria a agenda de campanha do PT, representada pelo vice da chapa, Fernando Haddad, pelo fato de o candidato, Lula, estar preso.

A série de entrevistas – cada uma terá duração de 25 minutos – começa nesta segunda-feira (27) com Ciro Gomes (PDT). Na terça-feira (28) o entrevistado será Jair Bolsonaro (PSL) e, na quarta-feira (29), Geraldo Alckmin (PSDB). Já Marina Silva (Rede) será a entrevistada de quinta-feira (30), encerrando a série. Não estão previstas entrevistas com os demais candidatos.

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A defesa do ex-presidente Lula entrou com recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantir que a Rede Globo e as demais emissoras de televisão tenham isonomia na cobertura das campanhas eleitorais, dedicando a Lula o mesmo tratamento destinado aos demais candidatos à presidência. Deixar Lula de fora da cobertura de campanha e das entrevistas, de acordo com os advogados do PT, configuram privilégio aos demais candidatos, o que fere a lei eleitoral.

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