11 de setembro de 2014, 15h57

Pelé critica reação de Aranha em caso de racismo

O ex-camisa 10 do Santos e da seleção brasileira minimizou os ataques racistas e disse que a postura do goleiro santista foi “precipitada”

O ex-camisa 10 do Santos e da seleção brasileira minimizou os ataques racistas e disse que a postura do goleiro santista foi “precipitada”

Por Redação

Em evento realizado na quarta-feira (10), no Rio de Janeiro, Pelé criticou a postura do goleiro Aranha na partida entre Grêmio e Santos no dia 28 de agosto, ao ser xingado por torcedores. Ele disse que o jogador se equivocou ao dar tanta atenção para o episódio. “O Aranha precipitou-se um pouco querendo brigar com a torcida. Se eu fosse parar o jogo ou gritar desde quando comecei a jogar, na América Latina, aqui no Brasil e no interior, toda vez que me chamassem de crioulo ou de macaco, aí todo jogo teria que parar. O torcedor, dentro da sua animosidade, ele está gritando ali. A gente tem que coibir o racismo, mas acho que não é tudo que vai coibir”, afirmou.

Segundo o ex-jogador, é preciso combater o racismo, mas não da forma como aconteceu. “Tem que coibir o racismo, mesma coisa que pegar alguém de raça amarela, é racismo também, o pobre, como pessoa discriminada, é racismo também. Então tem que tomar muito cuidado com as ações das pessoas”, completou.

Relembre o caso

Diante das ofensas que recebeu durante o jogo, o goleiro procurou o árbitro para denunciar o fato. Em entrevista na saída do gramado, revelou ter sido chamado de “macaco” por torcedores que estavam atrás do gol e imagens de TV confirmaram a veracidade da acusação. O caso foi rapidamente julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que condenou o Grêmio com a exclusão da Copa do Brasil. O clube gaúcho irá recorrer. Enquanto isso, a polícia investiga os torcedores já identificados, que deverão ser responsabilizados pela atitude.

Foto de capa: Marcello Casal Jr / Agência Brasil