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23 de maio de 2019, 10h59

Pelo Whastapp, líder caminhoneiro fala em “fechar Congresso, rodear e sitiar aquele povo ali dentro”

José Raymundo Miranda, da Associação Nacional de Transporte do Brasil (ANTB), fala em fazer um cerco ao Congresso com os “cavalinhos”, como são chamadas as cabines dos veículos sem a caçamba, em ato em defesa de Bolsonaro no domingo (26)

(Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)
Coluna de Fábio Zanini, na edição desta quinta-feira (23) da Folha de S.Paulo, revela que em áudio repassado a 55 grupos de caminhoneiros – em um total de 6.550 pessoas -, o líder caminhoneiro José Raymundo Miranda, representante da Associação Nacional de Transporte do Brasil (ANTB) em Minas Gerais, fala em fazer um cerco ao Congresso com os “cavalinhos”, como são chamadas as cabines dos veículos sem a caçamba, em ato em defesa de Jair Bolsonaro (PSL), marcado para o domingo (26). “O ideal é todos os caminhoneiros partirem para Brasília, fazerem um cerco. Quero ver se eles conseguem guinchar...

Coluna de Fábio Zanini, na edição desta quinta-feira (23) da Folha de S.Paulo, revela que em áudio repassado a 55 grupos de caminhoneiros – em um total de 6.550 pessoas -, o líder caminhoneiro José Raymundo Miranda, representante da Associação Nacional de Transporte do Brasil (ANTB) em Minas Gerais, fala em fazer um cerco ao Congresso com os “cavalinhos”, como são chamadas as cabines dos veículos sem a caçamba, em ato em defesa de Jair Bolsonaro (PSL), marcado para o domingo (26).

“O ideal é todos os caminhoneiros partirem para Brasília, fazerem um cerco. Quero ver se eles conseguem guinchar um monte de carro desses. Fechar aquele Congresso, rodear e sitiar aquele povo ali dentro”, afirma Miranda no áudio.

O caminhoneiro classifica o movimento como uma “gangue”. “Estamos aí com uma gangue, o câncer do Brasil chamado Congresso Nacional, engessando, impedindo o presidente de trabalhar”, disse, em outro áudio.

Confrontado com as mensagens, ele baixou o tom e disse que o cerco ao Congresso estava descartado. “Vamos ter tumulto do Oiapoque ao Chuí”, minimizou.

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Outro líder caminhoneiro, Ramiro Cruz, de São Paulo, deu um ultimato ao Congresso, em mensagem distribuída a colegas de profissão.

“Se daqui a 45 dias essa reforma da Previdência e esse pacote anticrime do juiz Sergio Moro não forem aprovados pelas duas Casa legislativas, se não deixarem o capitão implantar os projetos de tirar o país dessa lama, dessa desgraça, dessa crise, o segundo semestre não começa no Brasil”, diz Cruz, que foi candidato a deputado federal pelo PSL.

Segundo reportagem da própria Folha esta terça-feira (21), no entanto, o movimento estaria dividido.

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