20 de fevereiro de 2019, 13h45

Pelo WhatsApp, assessor de ministro do turismo cobra devolução de verba pública de candidata laranja

Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro tem reunião marcada para a tarde desta quarta-feira com Jair Bolsonaro

Cleuzenir e Haissander, assessor de Marcelo Alvaro Antonio, em fotos com Bolsonaro (Reprodução/Facebook)
Uma mensagem de WhatsApp entregue ao Ministério Público pela professora aposentada Cleuzenir Barbosa, que foi usada como candidata laranja pelo PSL em Minas Gerais, mostra que um assessor do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio (PSL), cobrou a devolução de verba pública do fundo partidário para destiná-la a uma empresa ligada a outro assessor do político. As informações são de Camila Mattoso e Ranier Bragon, na Folha de S.Paulo desta quarta-feira (20). Leia também: Candidata laranja do PSL pede proteção a Moro: “Preciso ouvir do Ministro o tão falado apoio às vítimas” (Reprodução) Na mensagem, Haissander de Paula, que trabalhava na...

Uma mensagem de WhatsApp entregue ao Ministério Público pela professora aposentada Cleuzenir Barbosa, que foi usada como candidata laranja pelo PSL em Minas Gerais, mostra que um assessor do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio (PSL), cobrou a devolução de verba pública do fundo partidário para destiná-la a uma empresa ligada a outro assessor do político. As informações são de Camila Mattoso e Ranier Bragon, na Folha de S.Paulo desta quarta-feira (20).

Leia também: Candidata laranja do PSL pede proteção a Moro: “Preciso ouvir do Ministro o tão falado apoio às vítimas”

(Reprodução)

Na mensagem, Haissander de Paula, que trabalhava na época como assessor do gabinete de Álvaro Antonio na Câmara dos Deputados, pede que Cleuzenir transfira R$ 30 mil para “a conta da gráfica”.

Segundo o depoimento de Cleuzenir ao Ministério Público de Minas Gerais, o assessor a pressionou a transferir R$ 30 mil dos R$ 60 mil que ela recebeu de verba pública do partido para uma gráfica de um irmão de Roberto Soares, que foi assessor de Álvaro Antonio e coordenou sua campanha na região do Vale do Aço de Minas Gerais.

A mensagem confronta a versão dada até agora pelo ministro e por seus assessores à época. Álvaro Antônio diz que, assim que tomou conhecimento das acusações da candidata, mandou apurar e que “a denunciante foi chamada a prestar esclarecimentos em diversas ocasiões e nunca apresentou provas ou indícios que atestassem a veracidade das acusações”.

Na mensagem, Haissander ainda diz que não imaginava ter que comprar briga com a candidata. “O tanto de Briga que compramos por sua causa, nunca imaginava essa atitude de vcs”, escreve o assessor, que complementa,”que Deus abençoes vc”.

O ministro Marcelo Álvaro tem reunião marcada para a tarde desta quarta-feira com Jair Bolsonaro.