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28 de junho de 2018, 13h43

Pesquisa Datafolha com micro e pequena indústria indica pessimismo para o setor

O levantamento é encomendado pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi)

Pesquisa encomendada pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi) ao Datafolha revela que, no mês de maio, a categoria baixou as expectativas positivas em diversos aspectos da economia. No caso do desemprego, por exemplo, 38% das micro e pequenas indústrias (MPI’s) preveem alta para os próximos três meses. Em março o índice era de 27%. A inflação também foi analisada, sendo que 44% dos pesquisados acreditam que vai aumentar, ante 27% em março. Para outros 37% da categoria o poder de compra vai diminuir. O dado anterior era de 26%. Para o presidente do Simpi, Joseph Couri, há vários...

Pesquisa encomendada pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi) ao Datafolha revela que, no mês de maio, a categoria baixou as expectativas positivas em diversos aspectos da economia. No caso do desemprego, por exemplo, 38% das micro e pequenas indústrias (MPI’s) preveem alta para os próximos três meses. Em março o índice era de 27%.

A inflação também foi analisada, sendo que 44% dos pesquisados acreditam que vai aumentar, ante 27% em março. Para outros 37% da categoria o poder de compra vai diminuir. O dado anterior era de 26%.

Para o presidente do Simpi, Joseph Couri, há vários fatores, tanto externos como internos, que estão afetando a confiança dos empresários da categoria, que já se encontravam em um quadro delicado devido aos anos de crise mais forte. “A greve dos caminhoneiros, por exemplo, foi um acontecimento que trouxe ainda mais prejuízo para os empresários”, pontua.

Um terço das micro empresas do estado

Um estudo do SEBRAE do final de 2017 apontava São Paulo como o estado com maior número de pequenos negócios industriais no Brasil. São 575.316 empresas que representam 26% das MPEs. A indústria representa 13,8% dos estabelecimentos, 30,1% dos empregos e 32,6% da folha de salários das MPEs paulistas.

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Termômetro da crise

O estudo sobre a série histórica do Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria de São Paulo, realizado nos últimos cinco anos e denominado Termômetro da Crise, traça um panorama desde o período pré-crise, passando pela recessão, até o cenário atual. Esta análise foi encomendada pelo Simpi ao Datafolha e é atualizada mês a mês.

O Termômetro da Crise apresenta a temperatura do momento econômico presente, sendo que quanto maior a temperatura, maior a probabilidade de agravar a situação das MPI’s.

“A temperatura de maio deste ano indica que há 37,7% de probabilidade de termos uma piora. Isso significa que os empresários da categoria estão apreensivos porque o otimismo com que entramos em 2018 não se concretizou, tanto pouco está se traduzindo na retomada da economia”, finaliza Couri.

A Pesquisa

O Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria de São Paulo, encomendado pelo Simpi e efetuada pelo Datafolha, é reconhecido como sinalizador de tendência. É importante salientar que 42% das MPIs de todo Brasil estão em de São Paulo.

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A íntegra das 63 pesquisas Simpi/Datafolha, desde março de 2013, está disponível no site da entidade (http://www.simpi.org.br).

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