Pesquisa XP/Ipespe aponta: Apoio a Lula alcança maior índice após imbróglio jurídico | Revista Fórum
13 de julho de 2018, 11h36

Pesquisa XP/Ipespe aponta: Apoio a Lula alcança maior índice após imbróglio jurídico

Desempenho do ex-pesidente oscilou de forma ascendente nos únicos cenários de primeiro e segundo turnos que sua candidatura é considerada

Depois da manobra jurídica que manteve Lula preso, mesmo após habeas corpus concedido, no último domingo (8), o nível de apoio à candidatura do ex-presidente alcançou o maior patamar em um mês. De acordo com levantamento realizado Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), entre 9 e 11 de julho, a oitava encomendada pela XP Investimentos e divulgada no InfoMoney, o petista conta com 30% das intenções de voto, na única simulação de primeiro turno que considera sua candidatura.

O desempenho de Lula representa uma oscilação positiva de 2 pontos percentuais em relação à pesquisa da semana anterior, dentro da margem de erro máxima de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo. Esta é a terceira vez que o ex-presidente chegou a 30%, sua máxima na série XP/Ipespe, iniciada em maio. Em seguida, aparece o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), com 20% das intenções de voto, mesmo índice da semana anterior. A ex-senadora Marina Silva (Rede) tem 10%, e Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) surgem com 7% cada. Brancos, nulos e indecisos somam 15%.

Outro dado que merece destaque é o seguinte: em um cenário sem Lula, com o ex-presidente apoiando Fernando Haddad (PT), o ex-prefeito de São Paulo pula de 2% das intenções de voto para 12% com a simples inclusão da informação de que seria o nome apoiado por Lula, em um exercício que testa o poder de transferência de votos do ex-presidente. Nas simulações sem a presença de Lula, o grupo dos “não voto” alcança 35%. Isso reforça o nível de indefinição da eleição a menos de três meses do primeiro turno.

Segundo turno

No único panorama em que a pesquisa mantém o nome de Lula, a disputa ficaria entre o ex-presidente e Bolsonaro. O petista aparece à frente, 40% a 33%, acima do limite máximo de margem de erro. Uma semana atrás, a vantagem era de 6 pontos, o que configurava empate técnico.