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15 de abril de 2019, 12h21

Petrobras Cultural apresenta os 13 primeiros projetos que tiveram apoio cortado

Entre os projetos cortados estão o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o Festival do Rio, o Anima Mundi, Clube do Choro de Brasília, Prêmio da Música Brasileira, Casa do Choro do Rio de Janeiro entre outros

Foto: Petrobras
A Mostra de Cinema de São Paulo; o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o mais antigo do país; o Festival do Rio e o Anima Mundi, o maior festival de animação da América Latina, estão entre os treze projetos culturais patrocinados pela Petrobras que não vão mais receber o apoio neste ano. A relação está num documento enviado pela estatal aos deputados federais Áurea Carolina e Ivan Valente, do PSOL, e obtido pela reportagem da CBN. A Petrobras foi a maior patrocinadora das últimas onze edições do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Só no ano passado, foram R$...

A Mostra de Cinema de São Paulo; o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o mais antigo do país; o Festival do Rio e o Anima Mundi, o maior festival de animação da América Latina, estão entre os treze projetos culturais patrocinados pela Petrobras que não vão mais receber o apoio neste ano. A relação está num documento enviado pela estatal aos deputados federais Áurea Carolina e Ivan Valente, do PSOL, e obtido pela reportagem da CBN.

A Petrobras foi a maior patrocinadora das últimas onze edições do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Só no ano passado, foram R$ 600 mil em patrocínio direto e em contratos de distribuição. O produtor cultural Henrique Rocha, diretor geral do Festival em 2017 e em 2018, diz que o corte enfraquece a produção dos eventos:

“O que eu imagino é que a gente vai ter um ano de míngua. A gente corre um risco muito grande de interromper projetos continuados, que têm uma longa tradição, que têm muita importância, que têm um público imenso e que podem, simplesmente, serem realizados ou de forma pífia ou nem serem viabilizados.”

Estão também na linha de corte o tradicional Prêmio da Música Brasileira, que, no ano passado, recebeu R$ 2,5 milhões. A Casa do Choro do Rio de Janeiro e o Clube do Choro de Brasília também estão na lista.

Reco do Bandolim, presidente do Clube do Choro, afirma que ainda não sabe de onde vai vir o dinheiro para manter a instituição:

“A gente está vivendo momentos de angústia. Se a gente não fechar com a Caixa ou se a gente ficar sem o aceno de uma outra instituição que possa estender a mão, nós estamos sem opção.”

Outros projetos cortados são os do Teatro Poeira, no Rio de Janeiro, o Festival Porto Alegre em Cena e o Festival de Curitiba, que receberam recursos pela última vez em 2017. O corte também atingiu o Festival de Cinema de Vitória, o CineArte, na Avenida Paulista e a Sessão Vitrine, um projeto que fazia a distribuição de filmes nacionais em cinemas de 21 cidades.

Numa audiência na Comissão de Cultura na semana passada, o gerente de patrocínios da empresa, Diego Pila, afirmou que a estatal só vai honrar os contratos vigentes:

“A gente não está fazendo nenhuma renovação de patrocínio de cultura e esporte, em qualquer área. A gente não teve nem que ter critérios para fazer o corte, foi geral. A gente tinha lançado uma seleção pública na área de música em dezembro do ano passado e esse é o único patrocínio novo que está sendo feito, tanto para cultura, como para esporte.”

A Fórum fez uma série de matérias no início do ano sobre o fim da Petrobras Cultural. Veja abaixo os links, com depoimentos de artistas, o ex-ministro Juca Ferreira, artigos de especialistas entre outros:

Artistas sobre ‘revisão’ da Petrobras Cultural: “é o que se pode esperar deste governo”

Rouanet, Petrobrás Cultural, vai pra Venezuela e volta pra Cuba, por Paulo Freire

Juca Ferreira reage à revisão da Petrobras Cultural: “esse governo não mostra compromisso com as pessoas”

Bolsonaro anuncia pelo Twitter que Petrobras Cultural vai priorizar educação infantil e orquestra

Saída da Petrobras, mais um duro golpe na já combalida estrutura de produção cultural

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