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06 de maio de 2019, 17h47

Petroleiros declaram apoio à Greve Nacional da Educação em 15 de maio

Professores, estudantes e servidores públicos cruzarão os braços no próximo dia 15 de maio e sairão às ruas contra os ataques à Educação pública quem vêm sendo desferidos pelo governo Bolsonaro; petroleiros, que denunciam o desmonte da Petrobras, somarão forças: "Não mexam com a Educação e não mexam com a Petrobras"

Reprodução
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) anunciou, nesta segunda-feira (6), que apoiará a Greve Nacional da Educação marcada para o dia 15 de março. A paralisação de professores, estudantes e servidores públicos será acompanhada de uma mobilização em todo o país contra o corte de 30% no orçamento de 2019 para todas as universidades e institutos federais de ensino do país anunciado recentemente pelo governo de Jair Bolsonaro. A greve, convocada por entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), visa ainda protestar contra a “perseguição ideológica” que vem sendo promovida pelo Ministério da Educação contra disciplinas das...

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) anunciou, nesta segunda-feira (6), que apoiará a Greve Nacional da Educação marcada para o dia 15 de março.

A paralisação de professores, estudantes e servidores públicos será acompanhada de uma mobilização em todo o país contra o corte de 30% no orçamento de 2019 para todas as universidades e institutos federais de ensino do país anunciado recentemente pelo governo de Jair Bolsonaro.

A greve, convocada por entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), visa ainda protestar contra a “perseguição ideológica” que vem sendo promovida pelo Ministério da Educação contra disciplinas das ciências humanas.

De acordo com José Maria Rangel, coordenador geral da FUP, os petroleiros também farão parte das mobilizações do dia 15. Em vídeo, Rangel explicou a relação direta que há entre os desmontes que estão sendo encampados pelo governo na Petrobras e os ataques à Educação pública.

“Quando descobrirmos o pré-sal, tínhamos certeza que parte significativa dos recursos dessa riqueza tinha que ser destinada à educação pública. Por que nós tinhamos a verdadeira dimensão do que significa uma educação de qualidade em um país tão desigual quanto o nosso”, afirmou o petroleiro, denunciando o que chama de “verdadeiro desmonte do setor público” nos últimos anos e a recente “criminalização do pensamento”.

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“Estaremos juntos porque somos contra a privatização que está ocorrendo em nossa empresa. Não mexa com a Educação e não mexam com a Petrobras”, disse.

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