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01 de outubro de 2014, 17h05

No Rio, Pezão ri ao ser questionado sobre Amarildo

Reação do governador e candidato à reeleição sobre paradeiro do pedreiro morto na tortura por PMs, em julho de 2013, causa indignação nas redes sociais

Reação do governador e candidato à reeleição sobre paradeiro do pedreiro morto na tortura por PMs, em julho de 2013, causa indignação nas redes sociais Por Redação A Rede Globo realizou nesta terça-feira (30), debates com os candidatos aos governos estaduais ao redor do Brasil. E, no Rio de Janeiro, o enfrentamento entre Tarcísio Motta (PSOL) e Luiz Fernando Pezão (PMDB), deve ser o fator que mais será lembrado desta última rodada de debates deste 1º turno. Em um dos confrontos diretos com o candidato Pezão, Tarcísio Motta questionou a política de segurança pública do governo fluminense, visto que Pezão...

Reação do governador e candidato à reeleição sobre paradeiro do pedreiro morto na tortura por PMs, em julho de 2013, causa indignação nas redes sociais

Por Redação

A Rede Globo realizou nesta terça-feira (30), debates com os candidatos aos governos estaduais ao redor do Brasil. E, no Rio de Janeiro, o enfrentamento entre Tarcísio Motta (PSOL) e Luiz Fernando Pezão (PMDB), deve ser o fator que mais será lembrado desta última rodada de debates deste 1º turno.

Em um dos confrontos diretos com o candidato Pezão, Tarcísio Motta questionou a política de segurança pública do governo fluminense, visto que Pezão era vice de Sergio Cabral (PMDB) e assumiu o Palácio Guanabara em abril deste ano. Motta relatou uma série de desaparecidos e a violência policial contra negros e pobres, e questionou: “Eu quero te dar a chance de responder: Pezão, cadê o Amarildo?”.

Antes de esboçar qualquer resposta, o candidato Pezão, ironicamente, sorriu. E não esteve sozinho, foi acompanhado de parte da plateia presente no debate. “Professor Tarcísio, se tem um governo que investiu na elucidação de crimes e desaparecimentos, é o nosso. Se teve um governo que investiu em segurança pública, é o nosso (…) e as câmeras que detectaram o desaparecimento de Amarildo, fomos nós que implantamos e vamos continuar investindo fortemente nestes monitoramentos”, disse o candidato.

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“Pezão, primeiro eu acho um desrespeito você ter começado essa resposta sorrindo. Eu estou fazendo essa pergunta em nome dos muitos Amarildos que somem em nome da polícia militar do seu governo, que vê o favelado como inimigo. Em nome de Claudia, em nome de DG, em nome do menino Marcus Vinicius, porque vocês não mudaram nada o processo de formação da Polícia Militar que desde a ditadura militar vem sendo formada dessa forma. Porque nós temos a polícia que mais mata, que mais morre no mundo e vocês têm responsabilidade. Assuma a sua responsabilidade nesse caso (Amarildo)”, criticou Motta.

Até hoje o corpo de Amarildo não foi encontrado e devolvido à família. No twitter, a hashtag “cadeoamarildo” se tornou um dos temas mais citados no Rio.

Você pode conferir o embate aqui, a partir de 1h.

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Foto de capa: Reprodução
Foto interna: Coletivo Perifa Livre

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