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26 de fevereiro de 2018, 08h43

PF cumpre mandado de busca na casa de Jaques Wagner, o plano B de Lula

O advogado de Wagner, Pablo Domingues, disse que ainda está apurando a situação e que foi surpreendido pela a operação

Policiais estão no apartamento ex-governador da Bahia e secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia, Jaques Wagner, no Corredor da Vitória, em Salvador. O advogado de Wagner, Pablo Domingues, esteve no prédio e disse à reportagem da TV Bahia que ainda está apurando a situação e que foi surpreendido pela a operação. Jaques Wagner é uma das alternativas do PT para concorrer à Presidência da República caso o ex-presidente seja impedido de disputar. A Polícia Federal cumpre sete mandados de busca e apreensão na manhã desta segunda-feira (26), na Operação Cartão Vermelho, que apura irregularidades na contratação dos serviços...

Policiais estão no apartamento ex-governador da Bahia e secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia, Jaques Wagner, no Corredor da Vitória, em Salvador. O advogado de Wagner, Pablo Domingues, esteve no prédio e disse à reportagem da TV Bahia que ainda está apurando a situação e que foi surpreendido pela a operação.

Jaques Wagner é uma das alternativas do PT para concorrer à Presidência da República caso o ex-presidente seja impedido de disputar.

A Polícia Federal cumpre sete mandados de busca e apreensão na manhã desta segunda-feira (26), na Operação Cartão Vermelho, que apura irregularidades na contratação dos serviços de demolição, reconstrução e gestão da Arena Fonte Nova.

A obra, segundo laudo pericial, foi superfaturada em valores que, corrigidos, podem chegar a mais de R$ 450 milhões, sendo grande parte desviado para o pagamento de propina e o financiamento de campanhas eleitorais.

Agentes da Polícia Federal cumprem mandados, também, em um escritório no terceiro andar do empresarial Max Center, localizado no bairro do Itaigara.

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Dentre as irregularidades que foram apontadas no inquérito policial, estão fraude na licitação, superfaturamento, desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro.

Conforme apurado durante as investigações, a licitação que culminou com a Parceria Público- Privada (PPP) foi direcionada para beneficiar o consórcio Fonte Nova Participações (FNP), formada pelas empresas Odebrecht e OAS. Procurado pelo G1, o consórcio informou que está colaborando com as autoridades e ficou de enviar um comunicado por e-mail.

Os mandados, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, são cumpridos em órgãos públicos, empresas e endereços residenciais dos envolvidos no esquema criminoso, e têm por objetivo possibilitar a localização e a apreensão de provas complementares dos desvios nas contratações públicas, do pagamento de propinas e da lavagem de dinheiro. Os locais alvos de mandados não foram divulgados pela PF.

Em decisão de 2016, o Pleno do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA) considerou ilegal o contrato no modelo de Parceria Público-Privada (PPP) que realizou a reconstrução da Arena Fonte Nova, em Salvador, para a Copa do Mundo de 2014. No parecer, os conselheiros do órgão consideraram que houve gastos excedentes nos custos das obras.

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