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12 de setembro de 2018, 08h54

PF cumpre mandados de busca na casa de Reinaldo Azambuja, governador tucano do MS

Mais um líder do PSDB é alvo da PF há poucos dias da eleição; entre petistas aumentam especulações de que isso pode ser sinal pra novo ataque a lideranças do partido

Reinaldo Azambuja. Foto: GABRIELA KOROSSY/FOTOS PÚBLICAS
A Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta quarta-feira (12), mandados de busca e apreensão na casa do governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB) e na governadoria do estado, em Campo Grande. Azambuja, que concorre à reeleição para o governo do Mato Grosso do Sul, é suspeito de redução ilegal de impostos, que teria encoberto um esquema de propina no estado. Segundo a pesquisa Ibope divulgada em 24 de agosto, o tucano tem 39% das intenções de voto. A ação da PF é um desdobramento da Operação Lama Asfáltica, segundo o G1. A operação partiu de colaborações premiadas de...

A Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta quarta-feira (12), mandados de busca e apreensão na casa do governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB) e na governadoria do estado, em Campo Grande.

Azambuja, que concorre à reeleição para o governo do Mato Grosso do Sul, é suspeito de redução ilegal de impostos, que teria encoberto um esquema de propina no estado. Segundo a pesquisa Ibope divulgada em 24 de agosto, o tucano tem 39% das intenções de voto.

A ação da PF é um desdobramento da Operação Lama Asfáltica, segundo o G1. A operação partiu de colaborações premiadas de executivos da J&F e teve os mandados autorizados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A ação investiga uma organização criminosa especializada em desviar recursos públicos federais por meio de obras de pavimentação de rodovias, construção e prestação de serviços nas áreas de informática e gráfica. A soma dos contratos chega a R$ 2 bilhões.

Em maio de 2016, a PF cumpriu 67 mandados judiciais em cidades do Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Na ocasião, eram alvos o ex-governador do MS André Puccinelli e o ex-assessor especial do Ministério dos Transportes Edson Giroto. O apartamento de Puccinelli foi alvo de busca e apreensão, e Giroto foi preso temporariamente.

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Durante a primeira fase da operação, deflagrada em julho de 2015, os investigadores constataram que um grupo superfaturava contratos de obras públicas com a administração governamental. Para isso, eles usavam empresas em nome próprio e de terceiros, mediante prática de corrupção de servidores públicos e fraudes de licitações.

Com informações do G1

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