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28 de setembro de 2018, 08h10

PF faz buscas em endereços de Marconi Perillo (PSDB) e prende coordenador de campanha tucana em GO

De acordo com o MPF, Perillo, quando senador e depois como governador, recebeu propina para favorecer a Odebrecht em obras em Goiás. Valores chegam a R$ 12 milhões.

Marconi Perillo. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Em operação na manhã desta sexta-feira (28), a Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Marconi Perillo (PSDB), ex-governador de Goiás e candidato ao Senado. Ao todo a operação tem 14 mandados de busca e apreensão e 5 de prisão temporária. Jayme Rincon, coordenador de campanha do atual governador de Goiás e candidato à reeleição, José Elinton (PSDB), é um dos presos. A ação faz parte da operação Cash Delivery, baseada na delação de executivos da Odebrecht, que apura repasses indevidos para agentes públicos em Goiás. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Perillo,...

Em operação na manhã desta sexta-feira (28), a Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Marconi Perillo (PSDB), ex-governador de Goiás e candidato ao Senado. Ao todo a operação tem 14 mandados de busca e apreensão e 5 de prisão temporária. Jayme Rincon, coordenador de campanha do atual governador de Goiás e candidato à reeleição, José Elinton (PSDB), é um dos presos.

A ação faz parte da operação Cash Delivery, baseada na delação de executivos da Odebrecht, que apura repasses indevidos para agentes públicos em Goiás.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Perillo, quando ainda era senador e depois como governador, pediu e recebeu propina para favorecer a Odebrecht em contratos e obras em Goiás. Os valores, segundo as investigações, foram de R$ 2 milhões em 2010 e R$ 10 milhões em 2014.

Os mandados foram autorizados pela 11ª Vara de Justiça Federal em Goiás nas cidades de Aparecida de Goiânia, Pirenópolis e Aruanã, em Goiás, e em Campinas e São Paulo. Estão sendo investigados empresários, agentes públicos e doleiros pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

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Candidato ao Senado, Perillo aparecia com 29% das intenções de voto em pesquisa Ibope do dia 21 de setembro. O ex-governador de Goiás se tornou réu no início de setembro por corrupção passiva.

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