11 de dezembro de 2018, 11h49

PF pediu prisão de Aécio, Cristiane Brasil e Paulinho da Força

Os pedidos, no entanto, foram negados pela PGR e pelo ministro do STF, Marco Aurélio de Mello

Aécio Neves. Foto Lula Marques/Agência PT

A Polícia Federal pediu, no âmbito da operação Ross, deflagrada nesta terça-feira (11), a prisão domiciliar do senador Aécio Neves (PSDB-RJ), de sua irmã Andrea Neves e dos deputados federais Cristiane Brasil (PTB-RJ), Benito Gama (PTB-BA) e Paulinho da Força (Solidariedade-SP).

Os pedidos, no entanto, foram negados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio de Mello.

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A PGR concordou apenas com três pedidos de prisão de pessoas ligadas à Aécio: os empresários Flávio Jacques e Ricardo Guedes e o marqueteiro Paulo Vasconcelos, mas o STF negou a solicitação e deferiu apenas as buscas e apreensões referente aos alvos.

A PF solicitou ainda que Aécio, Cristiane Brasil, Benito Gama e Paulinho da Força tivessem seus mandados parlamentares suspensos e que se recolhessem em casa no período noturno. Cristiane Brasil, Benito Gama e o tesoureiro do PTB Luiz Rondon, no entanto, receberam apenas uma notificação para depor, assim como o senador José Agripino Maia (DEM-RN).

Agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis do senador Aécio Neves (PSDB) e da irmã dele, Andréa Neves, no Rio e em Minas Gerais, na manhã desta terça.

A procura de documentos faz parte de operação baseada em delações de Joesley Batista e Ricardo Saud. Os executivos da JBS relataram repasse de propina de quase R$ 110 milhões ao senador Aécio Neves. Aécio teria utilizado desta conta para comprar o apoio do PTB por R$ 20 milhões e do Solidariedade por R$ 15 milhões.

Com informações do Globo

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