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13 de dezembro de 2018, 21h52

PGR denuncia Agripino Maia ao STF por associação criminosa e peculato

A procuradoria acusa o parlamentar de manter um funcionário fantasma em seu gabinete durante o período de sete anos

Raquel Dodge, procuradora-geral da República, denunciou nesta quinta-feira (13) o senador José Agripino Maia (DEM-RN) ao Supremo Tribunal Federal (STF), com mais dois acusados, pelos crimes de associação criminosa e peculato. A procuradoria acusa o parlamentar de manter um funcionário fantasma em seu gabinete durante o período de sete anos. De acordo com a PGR, o funcionário fantasma era gerente de uma farmácia em Natal e nunca esteve em Brasília, segundo informações de André Richter, da Agência Brasil. A procuradoria denuncia o desvio de cerca de R$ 600 mil dos cofres públicos, entre 2013 e 2016. Fórum precisa ter um jornalista em Brasília...

Raquel Dodge, procuradora-geral da República, denunciou nesta quinta-feira (13) o senador José Agripino Maia (DEM-RN) ao Supremo Tribunal Federal (STF), com mais dois acusados, pelos crimes de associação criminosa e peculato. A procuradoria acusa o parlamentar de manter um funcionário fantasma em seu gabinete durante o período de sete anos. De acordo com a PGR, o funcionário fantasma era gerente de uma farmácia em Natal e nunca esteve em Brasília, segundo informações de André Richter, da Agência Brasil.

A procuradoria denuncia o desvio de cerca de R$ 600 mil dos cofres públicos, entre 2013 e 2016.

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Além de Agripino, fazem parte da denúncia duas pessoas ligadas ao senador: Victor Neves Wanderley, que recebia o dinheiro, e Raimundo Alves Maia Júnior, que era beneficiado pelo repasse.

“Victor Neves Wanderley manteve-se firmemente vinculado à associação criminosa, aceitando as nomeações fictícias que o tornaram um funcionário fantasma que não prestava serviços públicos, mas era remunerado por eles. A seguir, transferia a verba que lhe era determinada para Raimundo Maia. Este, por sua vez, prestava serviços ao senador Agripino Maia e aceitava ser remunerado com verbas públicas que lhe eram transferidas por Victor Neves Wanderley a mando do senador”, diz a PGR.

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