18 de fevereiro de 2019, 20h45

PGR pede que investigação sobre suspeita de caixa 2 de Onyx vá para Justiça Eleitoral

Em 2017, o atual ministro havia admitido que recebeu R$ 100 mil não declarados à Justiça Eleitoral, por meio de caixa 2, para a campanha de 2014

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Raquel Dodge, procuradora-geral da República, solicitou nesta segunda-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o encaminhamento para o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) de investigação preliminar a respeito de supostos repasses por meio de caixa 2 do grupo J&F a Onyx Lorenzoni (DEM-RS), atual ministro da Casa Civil, de acordo com informações de Mariana Oliveira, no G1. Onyx reconheceu, em 2017, ter obtido da empresa R$ 100 mil não declarados à Justiça Eleitoral, por meio de caixa 2, para a campanha de 2014. Sobre esse caso, o atual ministro pediu desculpas. No entanto, em novembro de...

Raquel Dodge, procuradora-geral da República, solicitou nesta segunda-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o encaminhamento para o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) de investigação preliminar a respeito de supostos repasses por meio de caixa 2 do grupo J&F a Onyx Lorenzoni (DEM-RS), atual ministro da Casa Civil, de acordo com informações de Mariana Oliveira, no G1.

Onyx reconheceu, em 2017, ter obtido da empresa R$ 100 mil não declarados à Justiça Eleitoral, por meio de caixa 2, para a campanha de 2014. Sobre esse caso, o atual ministro pediu desculpas.

No entanto, em novembro de 2018, delatores da J&F entregaram à PGR uma planilha que comprovaria que o ministro recebeu um segundo repasse de R$ 100 mil de caixa 2 em 2012.

Dessa vez, Onyx se disse um “combatente contra a corrupção” e declarou à época que a notícia “requenta uma informação do ano passado (2017)”. A PGR, então, decidiu instaurar uma apuração preliminar sobre o caso.

Para a Procuradoria, como o foro privilegiado foi restrito a casos ocorridos durante o mandato e que tenham relação com o cargo, Onyx não deve ter o caso analisado pelo Supremo, mas, sim, pela primeira instância da Justiça Eleitoral. A análise será do relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello.

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