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24 de abril de 2019, 17h07

PL que previa fim da cota para mulheres na política é rejeitado na CCJ do Senado

“Pode ter certeza que nas eleições de 2020 a quantidade de mulheres vai ser muito maior com essa garantia de que vai ter o recurso público para financiamento da campanha”, diz Humberto Costa, líder da bancada do PT

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou, nesta quarta-feira (24), o projeto de lei que previa o fim da cota de 30% de candidaturas registradas de mulheres nas eleições. O PL era de autoria do senador Angelo Coronel (PSD). Humberto Costa, líder da bancada do PT no Senado, criticou o projeto e a posição de Angelo Coronel, que usou como justificava o escândalo envolvendo as candidatas laranjas no PSL de Jair Bolsonaro. Para Costa, “a participação das mulheres na política no Brasil é algo extremamente limitado comparado a outros países, e isso acontece por razões muito óbvias”. O petista...

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou, nesta quarta-feira (24), o projeto de lei que previa o fim da cota de 30% de candidaturas registradas de mulheres nas eleições. O PL era de autoria do senador Angelo Coronel (PSD).

Humberto Costa, líder da bancada do PT no Senado, criticou o projeto e a posição de Angelo Coronel, que usou como justificava o escândalo envolvendo as candidatas laranjas no PSL de Jair Bolsonaro.

Para Costa, “a participação das mulheres na política no Brasil é algo extremamente limitado comparado a outros países, e isso acontece por razões muito óbvias”.

O petista lembra que as mulheres têm jornada de trabalho maior e assumem a responsabilidade dos filhos e da casa. Por isso, a cota feminina para as campanhas é fundamental.

Garantia

“Pode ter certeza que nas eleições de 2020 a quantidade de mulheres vai ser muito maior com essa garantia de que vai ter o recurso público para financiamento da campanha. Daqui algum tempo a gente vai chegar no nível de alguns países que não definem cota na participação de candidaturas, mas define igualdade na composição do parlamento”, diz Costa.

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