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13 de junho de 2016, 18h45

Governo Temer estaria pressionando deputada para salvar Cunha no Conselho de Ética

Depois de sete meses de tramitação, o processo de cassação de Eduardo Cunha pode ser votado nesta terça-feira (14). O voto da deputada Tia Eron (PRB-BA) é um dos mais aguardados, pois poderá definir se o parecer será rejeitado ou não, de acordo com declarações dos outros participantes do Conselho. O deputado Leo de Brito (PT-AC) acusa o governo provisório de Michel Temer de pressionar a parlamentar para inocentar Cunha Por Redação Depois de sete meses de tramitação, o processo de cassação do presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pode finalmente ser votado no Conselho de Ética nesta...

Depois de sete meses de tramitação, o processo de cassação de Eduardo Cunha pode ser votado nesta terça-feira (14). O voto da deputada Tia Eron (PRB-BA) é um dos mais aguardados, pois poderá definir se o parecer será rejeitado ou não, de acordo com declarações dos outros participantes do Conselho. O deputado Leo de Brito (PT-AC) acusa o governo provisório de Michel Temer de pressionar a parlamentar para inocentar Cunha

Por Redação

Depois de sete meses de tramitação, o processo de cassação do presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pode finalmente ser votado no Conselho de Ética nesta terça-feira (14). O presidente do colegiado, deputado  José Carlos Araújo (PR-BA), disse que já “não há mais o que adiar”.

“Eu acho que terça-feira nós acabamos esse processo que já dura sete meses; acho que não tem mais por que adiar”, disse Araújo.

O voto da deputada Tia Eron (PRB-BA) é um dos mais aguardados, pois poderá definir se o parecer será rejeitado ou não, de acordo com declarações dos outros participantes do Conselho. Na última terça-feira (7), ela foi a única dos titulares do colegiado a não comparecer à reunião.

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“Está sendo preparada uma grande farsa para salvar Cunha”, diz deputado

Caso Tia Eron não vá nesta terça, o direito ao voto passa para o primeiro suplente do bloco parlamentar da deputada que marcar presença. Entre os suplentes, há deputados a favor e contra a cassação de Cunha, o que pode gerar uma corrida para ver quem será o primeiro a chegar.

O deputado Leo de Brito (PT-AC) acusa o governo provisório de Michel Temer de pressionar a deputada para inocentar Eduardo Cunha.

“Temos inclusive uma pressão que vem do Planalto em torno do voto da deputada Tia Eron, que pode salvar Eduardo Cunha, e também essa manobra que está sendo feita na CCJ para que, no Plenário, ele tenha ou uma pena branda ou seja literalmente absolvido”, disse, se referindo ao relatório do deputado Arthur Lira (PP-AL), sobre a consulta relativa ao rito de cassação de parlamentares no Plenário da Câmara.

Os membro do Conselho de Ética votarão o relatório elaborado pelo deputado Marcos Rogério (DEM-RO) que pede a cassação de Eduardo Cunha por quebra de decoro parlamentar. Cunha está sendo acusado de mentir em uma sessão da CPI da Petrobras ao afirmar que “não tinha qualquer tipo de conta em qualquer lugar que não seja a conta declarada em seu imposto de renda”.

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No entanto, o parecer elaborado por Marcos Rogério diz que Cunha possui pelo menos três contas na Suíça em que ele seria o beneficiário. “É inegável que para o direito brasileiro Eduardo Cunha é ou foi titular de pelo menos três contas na Suíça”, disse o deputado.

O líder do governo, deputado André Moura (PSC-SE), negou qualquer interferência da Presidência da República no Conselho de Ética da Câmara.

Em nota, a deputada Tia Eron não revelou seu voto; apenas enfatizou que não iria deixar de cumprir com seu dever.

Com informações da Agência Câmara

Foto de capa: Antônio Cruz/Agência Brasil

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