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05 de junho de 2018, 12h51

Planilhas da Odebrecht foram adulteradas antes da investigação da Lava Jato, diz Tacla Duran

O ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran segue prestando depoimento na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (5). Durante a oitiva com o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), Duran garantiu que o sistema de planilhas que controlava as propinas pagas pela empresa a autoridades foram adulteradas antes do início da investigação da […]

O ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran segue prestando depoimento na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (5). Durante a oitiva com o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), Duran garantiu que o sistema de planilhas que controlava as propinas pagas pela empresa a autoridades foram adulteradas antes do início da investigação da Operação Lava Jato.

“Eu afirmo que o sistema do banco foi fraudado, onde as transferências internas foram adulteradas. Houve manipulação anterior por conta do sistema ser apreendido. O administrador do sistema, Paulo Sérgio, perguntava se o que se precisava já tinha sido salvo, porque seria apagado.”

Acompanhe aqui o depoimento de Tacla Duran em tempo real.

Chantagem com garotas de programa

Em um discurso antes das perguntas dos parlamentares, Duran fez uma crítica dura ao juiz Sergio Moro. “O que temos hoje é a mordaça colocada pelo juiz Sergio Moro”.

Ao chegar a vez das perguntas, o deputado Wadih Damous indagou Duran sobre um esquema envolvendo garotas de programa. Duran confrimou a informação. Garotas de programas eram contratadas pela Odebrecht para agradar autoridades do meio político e jurídico. Em seguida, os encontros eram usados como meio de calar as mesmas autoridades. “Chantagem. Eles (diretores da Odebrecht) mandavam as mulheres no exterior para fotografar com autoridades”. “As chantagens eram usadas para tudo: parar investigações.”