26 de junho de 2018, 14h42

PM aponta arma para servidores em manifestação na Câmara de Vereadores do Rio

"Foi um ato que mostra o despreparo destes policiais para atender a população", disse o vereador David Miranda 

(Foto: Via Ascom/ vereador David Miranda

Uma manifestação de servidores aposentados e pensionistas na porta da Câmara de Vereadores terminou com um ato no mínimo desproporcional de um policial militar. O PM apontou a arma para os servidores que protestavam nesta terça-feira (26) contra a votação de projeto do prefeito Marcelo Crivella que aumenta para 11% a taxação de aposentados e pensionistas.

Os servidores ativos e inativos tentavam ocupar o auditório da Casa para assistir à votação. O Batalhão de Choque interveio contra os manifestantes com spray de pimenta. O vereador David Miranda (PSOL), que participava do ato, também foi atingido e reagiu com indignação à ação da Polícia Militar.

“O que aconteceu foi um absurdo. O Batalhão de Choque já chegou atirando spray de pimenta contra a gente. Estou ainda passando mal, com os olhos irritados”, disse David à reportagem da Fórum pouco depois do ocorrido. “Cobrei do coronel que comandava a ação e ele nem olhou na minha cara. Foi um ato que mostra o despreparo destes policiais para atender a população. Um desrespeito no lugar onde eu trabalho, na casa onde eu legislo”, completou o vereador.

Ele deve ainda entrar com representação na Câmara ainda nesta terça-feira pedindo explicações ao presidente Jorge Felippe (PMDB) sobre a atuação da PM no ato dos servidores.

“O que está acontecendo é um massacre aos servidores e pensionistas do nosso município. É uma falta de respeito com uma camada de trabalhadores que ajuda a mover essa cidade”, disse o vereador. David lembrou que a votação acontece pouco depois de o prefeito reduzir a carga tributária de  empresas de diferentes segmentos da cidade.

“Há várias empresas em dívida com o município. Por que ele não cobra das empresas para melhorar o caixa da administração?”, questionou.