06 de dezembro de 2018, 08h25

PM que assessorou Flávio Bolsonaro movimenta R$ 1,2 milhão em conta e chama a atenção do Coaf

Uma das transações na conta do assessor parlamentar citadas no relatório do Coaf é um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Reprodução

Exonerado do gabinete o deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL/RJ) no dia 15 de outubro, o policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz entrou na mira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) após ser detectada uma movimentação atípica no valor de R$ 1,2 milhão em sua conta entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. As informações são do jornalista Fábio Serapião, na coluna de Fausto Macedo, no jornal O Estado de S.Paulo.

Registrado como assessor parlamentar, Queiroz é policial militar e, além de motorista, atuava como segurança do deputado, filho mais velho do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

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O Coaf informou que foi comunicado das movimentações de Queiroz pelo banco porque elas são “incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional e a capacidade financeira” do PM. O Coaf é a unidade responsável por monitorar e receber todas as informações dos bancos sobre transações suspeitas ou atípicas e no futuro governo Bolsonaro ficará sob a tutela do ministério da Justiça, de Sérgio Moro.

Uma das transações na conta de Queiroz citadas no relatório do Coaf é um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama Michelle Bolsonaro. “Dentre eles constam como favorecidos a ex-secretária parlamentar e atual esposa de pessoa com foro por prerrogativa de função – Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, no valor de R$ 24 mil”, diz o documento do Coaf.

Procurado pela reportagem, o PM disse que não sabe “nada sobre o assunto”. A assessoria de Flávio Bolsonaro disse ao jornal que não tem “informação de qualquer fato que desabone” a conduta do ex-assessor parlamentar, que teria sido exonerado para tratar da “sua passagem para a inatividade”.

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