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02 de maio de 2019, 10h08

Polícia faz ação em área controlada por miliciano homenageado por Flávio Bolsonaro

Os prédios que desabaram no Muzema foram construídos por uma milícia chefiada pelo major Ronald Paulo Alves Pereira, homenageado por Flávio Bolsonaro

Foto: Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil
Policiais civis fazem, nesta quinta-feira (2), operação contra a milícia que atua na Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro. A meta é buscar documentos e computadores para auxiliar no inquérito sobre o desabamento de dois prédios na comunidade, no dia 12 de abril, o que deixou 24 mortos. Entre os endereços que estão sendo alvo da operação de hoje está a Associação de Moradores da Muzema. De acordo com a Prefeitura do Rio, os prédios que desabaram foram construídos por uma milícia chefiada pelo major Ronald Paulo Alves Pereira, um dos alvos da operação Os Intocáveis, preso no início...

Policiais civis fazem, nesta quinta-feira (2), operação contra a milícia que atua na Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro.

A meta é buscar documentos e computadores para auxiliar no inquérito sobre o desabamento de dois prédios na comunidade, no dia 12 de abril, o que deixou 24 mortos.

Entre os endereços que estão sendo alvo da operação de hoje está a Associação de Moradores da Muzema.

De acordo com a Prefeitura do Rio, os prédios que desabaram foram construídos por uma milícia chefiada pelo major Ronald Paulo Alves Pereira, um dos alvos da operação Os Intocáveis, preso no início do ano. O major Ronald foi homenageado, em 2004, pelo então deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que propôs uma moção de louvor a ele na Assembleia Legislativa do RJ (Alerj).

O major também é investigado por envolvimento no Escritório do Crime, grupo de matadores profissionais do Rio e suspeito de envolvimento com o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

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Outro alvo da Operação Os Intocáveis é o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado pelo MP-RJ como o chefe do Escritório do Crime. A mãe do policial trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj. O próprio parlamentar fez homenagens ao ex-capitão.

A ação é coordenada pela Delegacia da Barra da Tijuca (16ª DP), responsável pelo inquérito dos desabamentos, em parceria com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), responsável pelas investigações contra milícias no Rio.

Os prédios que desabaram eram ilegais, ou seja, não tinham autorização da prefeitura para ser construídos.

As obras chegaram a ser embargadas em novembro do ano passado, mas isso não impediu que seus apartamentos fossem ocupados. A polícia busca os responsáveis pelas construções.

Vários outros prédios ilegais, construídos na região, serão demolidos. Segundo a prefeitura, 16 deles serão demolidos para a construção de um parque.

Com informações da Agência Brasil e do Brasil 247

 

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