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03 de novembro de 2018, 10h49

Polícia Federal obriga cinegrafista apagar imagens de Bolsonaro

Cinegrafista teria sido "abordado pela PF e forçado a apagar as imagens. Depois, foi obrigado a voltar imediatamente para o local onde embarcou"

Um cinegrafista da TV Globo foi forçado pela Polícia Federal a apagar imagens do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) gravadas nesta sexta-feira (1) na base naval da Restinga de Marambaia, no Rio de Janeiro. Segundo o jornal Valor Econômico, “o profissional da imprensa acompanhava a visita de Bolsonaro ao Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia (Cadim), área da União administrada pela Marinha, no Rio de Janeiro, e embarcou junto com o presidente eleito e aliados no cais do Clube Náutico de Itacuruçá”. A matéria diz ainda que o cinegrafista acompanhou o presidente até a Restinga de Marambaia, quando “foi abordado pela...

Um cinegrafista da TV Globo foi forçado pela Polícia Federal a apagar imagens do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) gravadas nesta sexta-feira (1) na base naval da Restinga de Marambaia, no Rio de Janeiro. Segundo o jornal Valor Econômico, “o profissional da imprensa acompanhava a visita de Bolsonaro ao Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia (Cadim), área da União administrada pela Marinha, no Rio de Janeiro, e embarcou junto com o presidente eleito e aliados no cais do Clube Náutico de Itacuruçá”.

A matéria diz ainda que o cinegrafista acompanhou o presidente até a Restinga de Marambaia, quando “foi abordado pela PF e forçado a apagar as imagens. Depois, foi obrigado a voltar imediatamente para o local onde embarcou. O policial federal coletou dados e tirou foto do cinegrafista”.

“No Iate Clube, onde Bolsonaro embarcou, a imprensa foi expulsa pelo diretor social da instituição, que se identificou apenas como Valdir. O diretor disse ser militar e ameaçou prender repórteres que esperavam Bolsonaro no pier do clube.”

Imprensa barrada

Em sua primeira coletiva depois de eleito, realizada em sua casa, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, na quinta-feira (1), Bolsonaro não permitiu a presença de jornais impressos, que foram barrados. A assessoria do militar preparou uma lista, que ficou sob responsabilidade de uma policial federal na porta do condomínio.

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*Com informações do Valor

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