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26 de Maio de 2016, 08h55

Polícia investiga estupro coletivo no Rio divulgado no Twitter

No vídeo, que causou revolta na internet, um homem diz que mais de 30 estupraram a menina

No vídeo, que causou revolta na internet, um homem diz que mais de 30 estupraram a menina

Da Redação

A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática do Rio de Janeiro (DRCI) abriu investigação para apurar vídeo de estupro coletivo postado nesta quarta-feira (25) no Twitter. As imagens mostram uma menina desacordada que teve até suas partes íntimas filmadas.

“Amassaram a mina, intendeu (sic) ou não intendeu (sic)? Kkkkkkk”, escreveu o autor da postagem.
No vídeo, homens dizem: “Essa aqui, mais de 30, engravidou”; “Olha como que tá. Sangrando. Olha onde o trem passou. Onde o trem bala passou de marreta”.

A publicação gerou grande revolta na internet. A hashtag #estupro chegou aos assuntos mais comentados do Twitter.  O usuário que divulgou o vídeo apagou sua conta.

O caso foi levado para o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) por militantes feministas. A Ouvidoria do MP recebeu outras 800 comunicações.

A Safernet, organização sem fins lucrativos dedicada à defesa e promoção dos direitos humanos na internet, pede que as imagens não sejam compartilhadas para não expor ainda mais a vítima.

De acordo com o portal R7, a vítima foi encontrada ontem à noite. Ela tem 17 anos e foi resgatada na praça Seca, na zona oeste do Rio.


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