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13 de junho de 2018, 11h03

Polícia investiga se Marielle era alvo de grampo dentro do gabinete na Câmara

A morte da vereadora pode ter sido planejada há pelo menos um ano

Foto: Reprodução/Instagram

A investigação da Delegacia de Homicídios(DH) apura se a vereadora do PSOL Marielle Franco, assassinada há três meses, era alvo de uma escuta telefônica dentro do gabinete na Câmara de Vereadores. A nótícia foi publicada nesta quarta-feira no jornal O Globo. Segundo a publicação, a morte de Marielle pode ter sido planejada há pelo menos um ano.

Funcionários do gabinete da vereadora, ao retornarem do recesso das férias no final do ano, notaram que as placas de gesso do teto da sala haviam sido trocadas. Imagens obtidas pela Polícia Civil mostram um homem escalando o prédio da Câmara de Vereadoeres em fevereiro este ano.

Marielle e o motorista Anderson foram assassinados no último dia 14 de março no bairro do Estácio, na Região Central da cidade. No início das investigações as autoridades policiais falavam em dar uma resposta rápida à população com a punição dos culpados, mas nenhum suspeito foi preso pelo crime até o momento. No último dia 6, o delegado Breno Carnevale expôs em um texto intitulado “Carta Para Marielle” a dificuldade da polícia para solucionar o caso.

Em trecho contundente da carta, dirigido a Marielle, ele afirma que a polícia é submetida a uma “Escolha de Sofia” para a investigação criminal no estado. “Sinto muito em confessar-lhe que a solução de seu caso pressupõe a paralisação de uma infinidade de investigações de outras mortes, pretas e brancas, ricas e pobres, todas covardes. Escolha de Sofia.”