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09 de maio de 2019, 15h01

Policiais federais e civis se mobilizam contra a reforma da Previdência: “Vai levar a um colapso na segurança”

Ações que começam nos estados quer levar 5 mil para grande ato em Brasília no dia 21. Eles criticam ainda o ministro Sérgio Moro por não defender com ênfase o pleito das categorias junto às autoridades do governo na área econômica

Moro e Guedes recebem críticas de policiais por causa da reforma da Previdência (Montagem)
Policiais Federais e Civis articulam uma grande mobilização nacional contra a proposta de reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro, que está prevista para chegar a Brasília no dia 21. As informações são de Rubens Valente, na Folha de S.Paulo. Eles também criticam o ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) que, segundo eles, não está defendendo com ênfase o pleito das categorias junto às autoridades do governo na área econômica. No dia 13, algumas das categorias preveem ações ainda não definidas nos estados e, no dia 21, esperam reunir cerca de 5 mil profissionais de segurança na capital federal....

Policiais Federais e Civis articulam uma grande mobilização nacional contra a proposta de reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro, que está prevista para chegar a Brasília no dia 21. As informações são de Rubens Valente, na Folha de S.Paulo.

Eles também criticam o ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) que, segundo eles, não está defendendo com ênfase o pleito das categorias junto às autoridades do governo na área econômica.

No dia 13, algumas das categorias preveem ações ainda não definidas nos estados e, no dia 21, esperam reunir cerca de 5 mil profissionais de segurança na capital federal.

“Essa reforma vai levar a um colapso na segurança pública nacional caso não haja uma consideração, um tratamento igualitário entre as diversas categorias de segurança pública com os policiais militares em relação a algumas regras. Primeiro, é fundamental que sejam reconhecidos os fatos intrínsecos de risco e que nenhuma categoria possui: insalubridade, penosidade e risco de vida. O policial tem o deve legal de enfrentar o perigo”, disse o presidente do Sindepes (Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Espírito Santo), Rodolfo Laterza, que integra a UPB.

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A UPB (União dos Policiais do Brasil), uma frente que reúne 28 das principais entidades do setor no país, incluindo delegados, peritos criminais, agentes, papiloscopistas, escrivães, guardas municipais e de trânsito e policiais rodoviários e legislativos, começou nesta segunda-feira (6) a abordar parlamentares federais nos aeroportos do país.

Os policiais discordam, entre outros pontos, das regras para aposentadoria e do valor de pensão para familiares de policiais mortos e feridos.

“A reforma está fazendo um estrago muito grande entre os policiais. O presidente Bolsonaro sempre disse que os policiais devem ser mais bem tratados no país. Se ele vai começar acabando com a nossa aposentadoria, é muito difícil entender a motivação”, disse o presidente da ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), Edvandir Paiva.

Leia a reportagem na íntegra

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