19 de junho de 2016, 16h55

Policiais invadem conta de cooperativa de cultivadores de cannabis e ameaçam os membros

Um grupo de policiais civis do Distrito Federal publicou um vídeo na conta do grupo THCProcê ameaçando todos os membros da comunidade. A polícia informou que encontrou 100 pés de maconha na casa do administrador da cooperativa, mas os próprios agentes confirmaram que não havia nenhuma movimentação de tráfico no local. “O curioso é que não havia movimentação de boca de fumo, não haviam usuários circulando por lá” Por Redação Um grupo de policiais civis do Distrito Federal prendeu na última quinta-feira (16) Sérgio Devair Costa, administrador do grupo THCProcê, cooperativa que unia cultivadores de cannabis do Brasil inteiro que...

Um grupo de policiais civis do Distrito Federal publicou um vídeo na conta do grupo THCProcê ameaçando todos os membros da comunidade. A polícia informou que encontrou 100 pés de maconha na casa do administrador da cooperativa, mas os próprios agentes confirmaram que não havia nenhuma movimentação de tráfico no local. “O curioso é que não havia movimentação de boca de fumo, não haviam usuários circulando por lá”

Por Redação

Um grupo de policiais civis do Distrito Federal prendeu na última quinta-feira (16) Sérgio Devair Costa, administrador do grupo THCProcê, cooperativa que unia cultivadores de cannabis do Brasil inteiro que se recusavam a comprar a erva do tráfico e encomendavam sementes no grupo.

Em um vídeo publicado na conta do próprio THCProcê, os policiais ameaçaram todos os membros da comunidade e os acusaram de estar corrompendo a família. “Nós temos o endereço de cada um dos colaboradores que pagam R$ 37 por mês para receberem e cultivarem suas plantas de maconha em casa”, disse um delegado no vídeo.

Veja a matéria: Não compro, planto

Os policiais também ameaçaram prender os inscritos no canal por tráfico e associação ao tráfico. “Vamos bater na casa dos senhores e vocês vão responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Esse é o último vídeo do canal. A casa caiu. Cada um dos senhores está na nossa lista, com endereço e com identificação”.

A polícia informou que encontrou 100 pés de maconha, mas os próprios agentes confirmaram que não havia nenhuma movimentação de tráfico no local. “O curioso é que não havia movimentação de boca de fumo, não haviam usuários circulando por lá”, disse o policial Raimundo Nonato, que participou da operação.

A Cooperativa de Cultivadores do Brasil (CCB), contava com aproximadamente 1.500 associados, que poderiam pagar mensalidades de R$ 32,80, R$ 54,80 ou R$ 74,80. Dependendo do plano, o associado poderia receber 4, 6 ou 8 sementes. Algo em torno de R$8 por unidade (preço muito menor do que os praticados pelos bancos de sementes na Europa).

print df“Queremos que pessoas possam comprar sementes boas, de qualidade e plantar em casa, somos defensores do plantar para não comprar”, diz o site da CCB.

Ativistas em prol da legalização entraram nos perfis dos policiais Ricardo Machado e Roberto Costa para criticar a atuação dos agentes, em troca os policiais responderam os comentários com ofensas e divulgaram os dados pessoais de quem os questionava.

A Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (REFORMA), rede de advogados que lutam pela regulamentação e descriminalização das drogas, vai entrar com uma representação contra os policiais por abuso de autoridade. As informações são do site Growroom.