10 de fevereiro de 2019, 16h00

“Política não é muito da mulher”, diz presidente do PSL, partido de Bolsonaro

Luciano Bivar, presidente nacional da legenda de Bolsonaro, negou uma candidatura "laranja" em Pernambuco e disse ser contra de mulheres em candidaturas

Jair Bolsonaro e Luciano Bivar (Reprodução/Facebook)
Luciano Bivar, presidente do partido de Jair Bolsonaro, o PSL, afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo, neste domingo (10), que “política não é muito da mulher”. “A política não é muito da mulher. Eu não sou psicólogo, não. Mas eu sei isso”, disparou Bivar, que também disse ser contra a regra eleitoral que determina que 30% das candidaturas dos partidos sejam femininas. A fala do presidente do PSL se deu como resposta aos questionamentos da Folha sobre a revelação de uma candidatura de fachada a deputada federal em Pernambuco. Maria de Lourdes Paixão, que é secretária do partido no...

Luciano Bivar, presidente do partido de Jair Bolsonaro, o PSL, afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo, neste domingo (10), que “política não é muito da mulher”.

“A política não é muito da mulher. Eu não sou psicólogo, não. Mas eu sei isso”, disparou Bivar, que também disse ser contra a regra eleitoral que determina que 30% das candidaturas dos partidos sejam femininas.

A fala do presidente do PSL se deu como resposta aos questionamentos da Folha sobre a revelação de uma candidatura de fachada a deputada federal em Pernambuco. Maria de Lourdes Paixão, que é secretária do partido no estado, obteve apenas 274 votos, mas recebeu a terceira maior verba de fundo eleitoral do partido, maior que a do próprio presidente Jair Bolsonaro: R$400 mil.

A prestação de contas de Lourdes Paixão mostra que ela gastou 95% desses R$ 400 mil em uma gráfica para a impressão de 9 milhões de santinhos e cerca de 1,7 milhão de adesivos, entre 3 e 6 de outubro. O primeiro turno das eleições foi no dia 7. Para fechar a conta, teriam que ter sido distribuídos, neste período, 750 mil santinhos por dia, ou sete panfletos por segundo caso a distribuição fosse feita por 24 horas ininterruptas. Saiba mais aqui.

Bivar, por sua vez, negou que a candidatura de Lourdes Paixão fosse uma espécie de “laranja” e afirmou que o repasse foi feito dentro da legalidade.