28 de abril de 2018, 10h14

Políticos reagem ao atentado contra o acampamento Marisa Letícia

O atentado feriu duas pessoas. Uma delas ainda está hospitalizada

Vários políticos se manifestaram na manhã deste sábado (28) a respeito do atentado ao acampamento Marisa Letícia, em Curitiba, onde dormem integrantes da vigília Lula Livre. Na ocasião, duas pessoas ficaram feridas, uma deles, hospitalizada com um tiro no pescoço. Leia mais detalhes aqui.

“Muito grave o atentado nesta madrugada ao acampamento da vigília democrática de solidariedade ao Lula. Companheiro Jeferson, de São Paulo, baleado no pescoço, corre risco de morte. Esperamos providência rigorosa por parte das autoridades de segurança”, disse Gleisi Hoffmann.

Ela também pediu solidariedade ao “Jeferson, familiares, amigos e todos os manifestantes que, dia após dia estão na vigília pela liberdade de Lula. A intolerância e covardia dos q apostam na violência não nos tirarão da luta por Lula, pela democracia e pelo povo brasileiro”, diz a presidente do PT.

No vídeo, ela conta que “mais de 20 tiros foram disparados contra o acampamento” Marisa Letícia nesta madrugada. “A situação de violência e intolerância no País está muito grave. Nós não podemos aceitar isso. Isso vem num rastro de violência que movimentos sociais, movimentos de esquerda estão sendo vítimas desde o golpe”, diz Gleisi, citando mortes de indígenas, líderes de terras e a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ).

Gleisi diz ainda que a violência “é resultado desse processo construído de perseguição contra o presidente Lula, o PT e os movimentos de esquerda”. Para ela, “a Lava Jato tem responsabilidade nisso, assim como a Globo”. “Nós não podemos silenciar diante disso”, afirma.

Lindbergh Farias postou: “FASCISTAS! Atacaram com mais de 20 tiros o acampamento em Curitiba. Duas pessoas foram atingidas. É revoltante ver o surgimento de um neofascismo impulsionado por essa campanha de ódio dirigida pela Rede Globo, por bandidos como Bolsonaro e aproveitadores como esse juiz Sérgio Moro. Exigimos a apuração imediata desse criminoso atentado”, contou.

A deputada estadual e pré-candidata à presidência Manuela D’Ávila, do PCdoB, considera que os tiros são “consequência de um ambiente de violência contra os militantes que se manifestam na defesa do presidente Lula, e da solidariedade. Eles têm relação com a absoluta ausência de relevância dada pela política no episódio dos tiros contra o ônibus onde estava o ex-presidente Lula. Tem a ver também com a ausência total de manifestação tanto do Temer quanto do ministro da justiça sobre a segurança do ex-presidente Lula, o que é um dever constitucional deles e também com a permissividade a este ambiente de ódio”, disse em vídeo.

A senadora pelo PCdoB, Vanessa Graziotin considerou “gravíssimo o ataque à tiros contra o Acampamento Marisa Letícia em Curitiba. O governo do Paraná e o Ministério da Segurança Pública tem que agir imediatamente!”, disse.

O ex-governador do Rio Grande do Sul e ex-ministro da Justiça, Tarso Genro, alertou: “Pistoleiros tentam matar Lula, matam Marielle, atiram em manifestações pacíficas e matam trabalhadores sem-terra. É o Brasil do golpismo, do fascismo, da mídia que criminalizou indistintamente a atividade política e polítizou a criminalidade consagrando a exceção”.